Quem irá tocar a reforma dos elevadores com risco de colapso na Cidade Administrativa

Seplag escolheu a Codemge para dar celeridade às obras
Laudo pericial indicou problemas graves na estrutura da Cidade Administrativa
Laudo pericial indicou problemas graves na estrutura da Cidade Administrativa (Foto: Reprodução/Laudo)

Sobrou para a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemge) a responsabilidade de tocar a reforma dos elevadores dos prédios Minas e Gerais, da Cidade Administrativa, que correm risco de colapsar. O Fator apurou que a estatal mineira ficou encarregada por ter, possivelmente, mais facilidade e celeridade na contratação de especialistas e empresas.

A decisão de realizar o procedimento por meio da Codemge foi da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), responsável pela administração dos prédios da Cidade Administrativa. A razão é tentar diminuir a burocracia das contratações do Estado.

A propósito, foi o mesmo intuito da gestão do então governador Aécio Neves (PSDB), que também incumbiu a Codemge – à época Codemig – a responsável pela construção da Cidade Administrativa.

O valor da obra ainda é incerto, uma vez que perícias e estudos na estrutura estão sendo realizados.

Desde o início do mês, quase 90% dos servidores que atuam na Cidade Administrativa estão trabalhando em regime remoto por falta de segurança nos prédios. Ainda não existe previsão de retorno à normalidade.

Os problemas se intensificaram no final de abril, quando uma nova perícia técnica foi realizada, mas não são recentes. Desde novembro de 2023, por exemplo, 22 elevadores sociais do edifício Minas se encontram interditados por risco de colapso.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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