A rebelião de aliados de Marília contra a vice-líder do governo em Contagem

Vereadores ameaçam só votar Projetos de Lei da prefeita de Contagem após a substituição da vice-líder
Foto: Élis Junior / CMC

Vereadores da base aliada à prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), estão descontentes com a postura da vice-líder governista na Câmara, a também petista Adriana Souza, ante o reajuste de 9,24% nos salários dos parlamentares.

Adriana criticou publicamente o aumento salarial. As declarações da vice-líder, na visão de vereadores aliados de Marília, ampliaram o desgaste da imagem da Casa diante da população.

Durante a sessão plenária dessa terça-feira (10), três projetos de lei enviados pela prefeitura que estavam na pauta de votação tiveram a análise adiada. Para postergar a apreciação, parlamentares pediram vistas aos textos.

Os pedidos de vista foram interpretados como um recado apontando que os projetos de Marília só serão votados após a substituição da vice-líder.

A reunião plenária de ontem durou praticamente o dia inteiro. Segundo os vereadores ouvidos por O Fator, na parte da tarde, diante do mal-estar, Adriana até se ausentou do encerramento da sessão. Versão que a vereadora nega.

Em resposta a O Fator, Adriana explicou que antes de divulgar publicamente o seu posicionamento, expôs aos líderes dos blocos e ao presidente da Câmara Municipal a insatisfação com a aprovação do aumento salarial.

“Minha posição é coerente com o que sempre defendi, de enfrentamento às desigualdades sociais. Essa é, portanto, uma posição do meu mandato e não uma orientação do Governo”.

A vereadora também pondera ser preciso separar sua atuação como vice-líder.

“Até aqui, minha atuação na vice-liderança, juntamente com o líder, Daniel do Irineu, foi sempre bem avaliada pelo Governo”.

Doação

Nas redes sociais, Adriana anunciou que doará integralmente o valor líquido do aumento, R$ 1.393,82 mensais, para instituições ou movimentos sociais da cidade.

A petista não esteve presente na votação que viabilizou o reajuste. No dia da análise da proposta, ela cumpria agendas em Brasília (DF).

Guilherme Jorgui é jornalista e tem especialização em comportamento eleitoral, opinião pública e marketing político (UFMG).

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