Reginaldo defende caminhões fora do Imposto Seletivo: “atividade produtiva”

Caminhões saíram do ‘imposto do pecado’ que será pago em todos os outros veículos, inclusive carros elétricos
Reginaldo Lopes no grupo da reforma tributária
Reginaldo: caminhões de fora. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) defendeu nesta quinta (4) a decisão de seu grupo de trabalho de retirar os caminhões do Imposto Seletivo – que incidirá sobre todos os outros veículos, inclusive carros elétricos.

“Atividade produtiva, gente. O Brasil é um país rodoviário, 85%”, disse Reginaldo durante entrevista coletiva transmitida ao vivo pela TV Câmara.

Os números da Secretaria Nacional de Trânsito e da CNT são mais modestos.

Uma publicação do Ministério dos Transportes de 2020 estimava que “cerca de 75% de todas as mercadorias que são movimentadas pelo território brasileiro utilizam o modal rodoviário”.

Já a CNT, em pesquisa publicada no fim de 2023, concluiu que o o transporte rodoviário é “responsável pelo deslocamento de 65% das cargas”.

Mais do que os números chama atenção a justificativa do deputado.

Os carros dos motoristas de aplicativo e as motocicletas dos entregadores também não servem para “atividade produtiva?”.

No projeto original entregue aos deputados por Haddad, os caminhões estavam no imposto seletivo. Se saíram de lá – uma das poucas mudanças no texto – é porque o lobby foi pesado.

Frederico "Cedê" Silva é repórter em Brasília. Tem passagens por O Antagonista, VEJA BH, Estadão e Estado de Minas. Foi produtor do 'CQC' na Band e do programa 'Manhattan Connection' no MyNews.

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