O presidente nacional do PT, Edinho Silva, apontou a jornalistas, nesta terça-feira (9), uma série de nomes que podem disputar o governo de Minas Gerais com o apoio do partido caso o senador Rodrigo Pacheco (PSD) não entre na corrida.
Na lista de Edinho, estão o presidente da Assembleia Legislativa (ALMG), Tadeu Leite, do MDB, e as petistas Margarida Salomão e Marília Campos, prefeitas de Juiz de Fora (Zona da Mata) e Contagem (Região Metropolitana), respectivamente.
O dirigente, contudo, não fez menção ao ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), com quem se reuniu no mês passado em Belo Horizonte. O encontro do dirigente com profissionais de imprensa aconteceu em Brasília (DF).
Embora Pacheco ainda não tenha se decidido sobre concorrer ou não à sucessão de Romeu Zema (Novo), segue como plano A do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o cargo. No fim do mês passado, ao avisar o senador sobre a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), Lula reforçou o desejo de ver o ex-presidente do Congresso Nacional participando da eleição mineira.
O senador já sinalizou que só baterá o martelo após conversar com aliados. A possível candidatura está condicionada à saída do PSD, que agora abriga o vice-governador Mateus Simões, e a consequente filiação a uma outra legenda.
Tadeu Leite, apesar de ter sido citado por Edinho, se esquiva de temas eleitorais. O presidente da Assembleia tem dito que o momento pede foco em questões como os projetos de lei estaduais necessários para a adesão de Minas ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). O apoio do emedebista, aliás, é benquisto também por Simões, que vai concorrer por uma chapa situacionista.
Marília Campos, por sua vez, rechaça a ideia de pleitear o governo do estado. A prefeita de Contagem já afirmou a correligionários que, se entrar em campo na eleição do ano que vem, será concorrendo ao Senado Federal.
Margarida Salomão também já declinou a possibilidade. Como O Fator mostrou no fim de novembro, a chefe do Executivo de Juiz de Fora chegou a ser sondada para a empreitada por integrantes do PT, mas recusou de pronto.
Reunião sem avanços
O jantar entre Kalil e Edinho ocorreu no último dia 25. Lideranças petistas a par dos debates travados na reunião acreditam que a costura por uma eventual aliança entre PT e PDT não avançou.
O plano de Kalil é, assim como em 2022, obter o apoio do PT para o governo do estado. À época no PSD, o ex-prefeito de BH teve um vice indicado pelo partido de Lula — o então deputado André Quintão — e deu palanque à campanha presidencial petista.
Desta vez, contudo, o agora pedetista não pretende encampar a “estrela vermelha”. Essa posição não caiu bem para parte do PT, que deseja uma aliança com garantia de reciprocidade.