Votação do PL do Ipsemg deve ficar para o segundo semestre, indica presidente da Assembleia

Segundo Tadeu Leite, informações necessárias para a análise do projeto só chegaram nesta terça-feira (9)
Vista de unidade de saúde ligada ao Ipsemg
O MPMG estimava inicialmente um prejuízo aos cofres públicos de R$ 759.243,35. Foto: Ipsemg/Divulgação

A votação, no plenário da Assembleia Legislativa, do projeto de lei (PL) que muda o piso e o teto de contribuições do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) deve ficar para o segundo semestre. A informação foi dada nesta terça-feira (9) pelo presidente do Parlamento, Tadeu Martins Leite (MDB). A projeção contraria os planos do governo de Romeu Zema (Novo) — que, como já mostrou O Fator, desejava obter a aprovação da proposta antes do recesso de meio de ano.

Segundo Tadeu Leite, informações pedidas por deputados a respeito dos impactos financeiros das mudanças do Ipsemg só chegaram nesta terça-feira à Assembleia. 

“É impossível que os deputados e a Assembleia façam uma análise das informações que chegaram apenas hoje a tempo de votar no período de julho. Então, muito provavelmente, o Ipsemg será analisado apenas no segundo semestre”, disse, em entrevista coletiva.

Nessa segunda-feira (8), o projeto foi aprovado pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) da Assembleia, ficando pronto para a votação em 1° turno

O governo não quer mexer na alíquota de contribuição de 3,2% imposta aos contribuintes do instituto. Apesar disso, quer passar, de R$ 33,02 para R$ 60, o piso dos repasses feitos mensalmente pelos beneficiário. O teto, por sua vez, iria de R$ 275,15 para R$ 500.

“Não podemos fazer nada com pressa. Temos de ouvir a todos e fazer uma construção com muita calma”, indicou o presidente da Assembleia, em menção aos servidores afetados pelas mudanças no Ipsemg.

Depois da tramitação do PL do Ipsemg, o governo Zema terá de travar outra batalha na Assembleia: a busca pela aprovação do projeto que cria alíquota de 3% aos beneficiários do do Instituto de Previdência dos Servidores Militares do Estado (IPSM). Ainda não acordo pelo início da análise da proposta. A tendência é que o tema só seja tema de debates oficiais após as eleições municipais.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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