Zema prevê gasto bilionário com ajuda de custo às forças de segurança em 2026

Governo de Minas aproveitou peça orçamentária enviada à Assembleia para projetar despesas de auxílio vigente desde maio
A farda da Polícia Militar de MG
Verba destinada a auxílio às forças de segurança representa mais de R$ 1 bi do orçamento para 2026. Foto: Cristiano Machado/Imprensa MG

O governo de Minas Gerais quer reservar R$ 1,345 bilhão do orçamento do ano que vem para bancar a ajuda de custo voltada a despesas com alimentação dos servidores de segurança. 

Desde a folha de pagamentos depositada em maio, o Executivo repassa R$ 50 por dia a integrantes de setores como a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros que trabalham por mais de 6 horas diárias ou 30 horas semanais.

A projeção quanto às despesas para a ajuda de custo no ano que vem consta no Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2026, encaminhado nesta semana à Assembleia Legislativa (ALMG). 

Ao todo, os gastos com custeio vão subir R$ 6,360 bilhões se o orçamento for aprovado na forma como deseja o Executivo. 

Outra rubrica de destaque é o Fundo de Equalização Financeira (FEF), criado a reboque do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). Se o estado conseguir aderir ao plano até o fim deste ano, terá de aportar R$ 1,861 bilhão no primeiro exercício de vigência do FEF, como forma de compensar os estados em melhor situação fiscal.

A ajuda de custo paga às forças de segurança tem caráter indenizatório.

O orçamento em números

Em linhas gerais, o governo do estado calcula ter receitas de R$ 141,751 bilhões no ano que vem. A projeção de despesas é de R$ 146,969.

O rombo estimado é de R$ 5,218 bilhões.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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