Zema sanciona orçamento de Minas Gerais para 2025

Texto, que sofreu alterações de última hora neste mês, prevê rombo de cerca de R$ 8,6 bilhões nas contas públicas
O governador Romeu Zema
Zema sancionou orçamento de Minas para 2025. Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

O governador Romeu Zema (Novo) sancionou o orçamento de Minas Gerais para 2025. O ato consta na edição desta terça-feira (31) do Diário Oficial do Estado. O documento, que estima rombo de cerca de R$ 8,6 bilhões nas contas públicas, sofreu mudanças de última hora neste mês, a fim de acomodar, sobretudo, reivindicações financeiras do Judiciário.

A previsão é que o estado arrecade aproximadamente R$ 128,9 bilhões, mas tenha despesas em torno de R$ 137,5 bilhões, dando origem ao déficit previsto. O texto sancionado pelo governador também contempla as emendas indicadas por deputados estaduais.

A versão inicial do orçamento estimava prejuízo de R$ 7,1 bilhões. As alterações, portanto, aumentaram em quase 17% o rombo previsto. O texto foi mexido após representantes do Judiciário pleitearem a ampliação dos repasses destinados ao funcionamento de suas atividades. Também houve reajuste nos valores entregues ao Ministério Público e à Defensoria.

O substitutivo do orçamento considera, ainda, alterações nos valores referentes às contribuições previdenciárias de militares ativos, inativos e pensionistas. As cifras pagas pelo poder público para custear aposentadorias também mudaram, assim como o cálculo geral das despesas com saúde e pensão dos militares.

O orçamento autoriza o Executivo a abrir créditos suplementares. Um deles, por exemplo, tem teto de R$ 86,2 milhões em favor da Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais. Outro, de R$ 23,5 milhões, está atrelado à Defensoria Pública estadual. Os valores, entretanto, só serão repassados se houver excesso de arrecadação no ano que vem.

A sanção do orçamento encerra um ano marcada por divergências econômicas entre Executivo e Judiciário. As dissonâncias começaram meses antes do imbróglio a respeito sobre os valores repassados aos tribunais. O primeiro capítulo da “novela” aconteceu em agosto, quando, a reboque da entrada de Minas Gerais no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), o Palácio Tiradentes editou decreto colocando em vigor um teto de gastos públicos, limitando o crescimento das despesas à variação da inflação. À ocasião, deputados e representantes da magistratura afirmaram que a trava foi decretada sem diálogo com os outros Poderes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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