Zema vai propor aumento da idade mínima para o STF em plano com diretrizes de governo

Pré-candidato à Presidência da República, ex-governador mineiro tem travado embates com a Suprema Corte
O ex-governador Romeu Zema.
Zema tem tecido críticas constantes ao STF. Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O documento com diretrizes de governo que Romeu Zema (Novo) apresentará nesta quinta-feira (16) por causa da pré-candidatura à Presidência da República vai propor o aumento, para 60 anos, da idade mínima para posse como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), apurou O Fator. Atualmente, o piso etário é de 35 anos.

A intenção de Zema é fazer com que os integrantes da Corte fiquem por no máximo 15 anos, visto que a aposentadoria é compulsória após o aniversário de 75.

O evento de lançamento das diretrizes de governo da pré-candidatura de Zema acontecerá em São Paulo (SP). A proposta sobre o aumento da idade mínima para o STF será tornada pública em meio a um embate entre o ex-governador de Minas Gerais e a Suprema Corte.

Nesta quarta-feira (15), Zema e Gilmar Mendes discutiram publicamente após o ex-chefe do Executivo estadual defender, ontem, a prisão dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Para rebater a opinião do político do Novo, Gilmar citou decisões do Supremo que suspenderam, entre dezembro de 2018 e outubro de 2024, as parcelas da dívida estadual junto à União. Ele também fez referência a uma nota técnica do Ministério da Fazenda com um retrospecto das liminares favoráveis à paralisação dos pagamentos.

“É, no mínimo, irônico ver quem já geriu o Estado de Minas Gerais atacar o STF e seus membros após ter, durante sua gestão, solicitado ao Tribunal medidas que permitiram ao governo estadual adiar, por meses, o pagamento de parcelas de sua dívida com a União. Sem o socorro institucional do STF, o então governador teria enfrentado um cenário de grave desorganização fiscal, com riscos concretos à continuidade de serviços públicos essenciais”, escreveu, na rede social “X”.

Zema também recorreu ao ambiente virtual para contra-atacar. Ele chamou Gilmar de “intocável”.

“Enquanto eu vou ao STF em busca de resolver a vida dos mineiros, tem gente que vai aí arranjar contrato de R$ 129 milhões pra esposa. E aí, esse é o Supremo que você tanto defende?”, devolveu, em menção a um acordo entre o Banco Master, liquidado pelo Banco Central (BC), e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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