O freio da Cemig na ideia de vender a Taesa

Subsidiária chegou a ser colocada para negócio, mas diretores da estatal agora mudaram o plano
Cemig
Mudanças na cúpula da companhia mineira. Crédito: Ronaldo Almeida/Divulgação

Dirigentes e interlocutores ligados à Cemig já falam abertamente que a empresa não vai, pelo menos durante este mandato do governo Zema, iniciar as operações para vender a Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. (Taesa). A informação foi confirmada a O Fator por pessoas com conhecimento do tema.

Desde 2023, a estatal mineira já havia freado os esforços para jogar a subsidiária ao mercado mas, agora, é certo que pelo menos até o final de 2026, a Taesa permanecerá com a Cemig.

A decisão passou não só pelo momento de mercado e resistência de atores políticos à venda, mas também pelas recentes indicações de nomes ligados ao governo mineiro para cargos no conselho da subsidiária.

Na semana passada, o TCE mineiro até chegou a iniciar a votação para arquivar uma denúncia feita por deputados contra a venda da Taesa. O processo não terminou de ser votado depois que um conselheiro pediu vistas. Apesar disso, deve, em breve, ser arquivado de fato, com uma observação: em seu voto pelo arquivamento, o conselheiro Agostinho Patrus sugeriu que, em caso de intenção de venda de ações da Taesa, a Cemig seja obrigada a informar ao tribunal a intenção da alienação.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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