Após embate, Viana e Nely decidem que chapa do Podemos em BH terá vice e ‘co-vice’

Acordo foi firmado para encerrar divergência entre candidato a prefeito e presidente do partido sobre composição da chapa
Nely e Viana estão em crise pela indicação da vice na candidatura à PBH. Foto: Divulgação
Nely e Viana deflagraram crise por causa de indicação da vice na candidatura à PBH. Foto: Divulgação

Candidato do Podemos à Prefeitura de Belo Horizonte, o senador licenciado Carlos Viana chegou a um acordo com a deputada federal Nely Aquino, presidente estadual do partido, a respeito do impasse sobre a postulante a vice-prefeita. Renata Rosa, nome defendido por Nely e já registrada junto à Justiça Eleitoral, seguirá como candidata ao cargo, mas Kika da Serra, que Viana queria como companheira de chapa, será a “co-vice” da coligação, que também tem Mobiliza, DC e PRTB.

O imbróglio entre Viana e Nely foi resolvido após uma reunião nesta sexta-feira (23). A dupla, inclusive, prepara uma entrevista coletiva ainda hoje para anunciar a decisão de incluir Kika como “co-vice”. Na prática, além do papel na campanha de Viana, Kika também será candidata a vereadora.

A divergência em torno da vice de Viana abriu uma crise no Podemos. Instada pelas partes a se manifestar, a direção nacional da sigla optou por não tomar lado na confusão.

Inicialmente, Viana teria como vice o empresário Fred Aisc (DC). Depois, durante a convenção do Podemos, o nome de Renata Rosa passou a ser ventilado para a vaga. Em outra frente, o senador licenciado anunciou Kika da Serra como companheira de chapa.

Antes do fim do impasse, Renata Rosa chegou a fazer uma campanha solo, pedindo votos para a chapa que a tem como vice-prefeita, mas sem citar o nome de Viana.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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