O pedido da Samarco a governos para o pós-repactuação de Mariana

Expectativa é que o acordo de repactuação seja assinado, enfim, na semana do dia 7
Rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, destruiu distritos e matou 19 pessoas
No centro do debate está a possibilidade de o Ministério Público promover a chamada "liquidação coletiva de sentença" em ações civis públicas. Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

A mineradora Samarco pediu o agendamento de reuniões com secretarias do governo de Minas Gerais, do governo do Espírito Santo e do governo federal para tratar sobre as mudanças que estão por vir com a repactuação do acordo de Mariana, que deve ser assinado na semana do dia 7 entre a empresa, a BHP, Vale e o poder público.

Segundo interlocutores do governo mineiro, estes encontros devem acontecer já na semana que vem.

O Fator apurou que, no pedido, a Samarco quer estabelecer e já iniciar um trabalho conjunto sobre como proceder com as responsabilidades de fazer que, até então, estão com a empresa e a Fundação Renova, criada por meio de um termo de compromisso com o MPMG para reparar os danos causados pelo rompimento da barragem.

Entre os pontos do acordo de repactuação, estão a transferência de responsabilidades da Renova para os governos e as empresas – como a destinação de auxílios para atingidos e a gestão de programas específicos para beneficiar as áreas próximas ao Rio Doce.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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