O discurso de Hugo Motta em Ouro Preto

Presidente da Câmara dos Deputados foi agraciado, nesta segunda-feira (21), com o mais alto grau da Medalha da Inconfidência
Hugo Motta e Romeu Zema
Zema e Motta estiveram lado a lado nesta segunda-feira (21). Foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG

O discurso do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta segunda-feira (21), em Ouro Preto, durante a cerimônia da Medalha da Inconfidência, foi marcado por falas de defesa à democracia e por menções à importância de figuras de Minas Gerais na construção do estado democrático brasileiro. Durante a fala, Motta elogiou os inconfidentes e também Tancredo Neves, primeiro presidente eleito após a redemocratização do país, em 1985. 

“Aqui em Ouro Preto, onde o Brasil era apenas uma ideia, um grupo de insurgentes mineiros ousou sonhar com um país livre — e pagou caro por isso. Nosso primeiro projeto de nação mais justa foi sufocado antes mesmo de nascer. Vila Rica, naquela época, era um lugar de contrastes. A riqueza fluía para Portugal enquanto a miséria pesava sobre os ombros dos que aqui ficavam. A Inconfidência Mineira nasceu do cansaço de ver o ouro escorrer pelos dedos, de pagar quintos à Coroa e de ser humilhado pela derrama, o mais cruel de todos os impostos”, disse Motta.

Motta recebeu o Grande Colar da Inconfidência, o mais alto grau da honraria. Ele esteve ao lado de autoridades como o governador Romeu Zema (Novo), o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), o presidente do Tribunal de Justiça (TJMG), desembargador Luiz Carlos de Azevedo Corrêa Junior, o prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo (PV), e o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), Durval Ângelo.

“Tivemos conquistas importantes. Marcos de avanços na construção democrática e republicana do país. Mas também tivemos rupturas e retrocessos”, seguiu o presidente da Câmara.

Depois, Motta homenageou Tancredo ao chamá-lo de “extraordinário político brasileiro”.

“Nossa democracia é jovem, ainda imperfeita, mas viva. Essa democracia que nos abriga é fruto da resistência, da coragem, do trabalho incansável de tantos brasileiros. É também uma vigília constante. É escolha de todos os dias. Nesse processo contínuo de reafirmação, o papel do Parlamento se engrandece, pois é, por essência, o lugar do encontro das diferenças”, pontuou.

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