Mudança na Fazenda pode continuar e presidente da Codemge é cotado

Thiago Toscano é visto por interlocutores como sucessor natural na secretaria
Com a batalha que o governo vai enfrentar nos próximos meses - entre federalização, privatização, RRF e negociação da dívida - também se pontua que ter um nome acostumado à interlocução com a Assembleia será necessário na Fazenda.
Com a batalha que o governo vai enfrentar nos próximos meses - entre federalização, privatização, RRF e negociação da dívida - também se pontua que ter um nome acostumado à interlocução com a Assembleia será necessário na Fazenda.

O atual secretário-adjunto de Fazenda, Luiz Carlos Gomes, deve assumir o comando da pasta nos primeiros dias em que a exoneração de Gustavo Barbosa do cargo for publicada, mas O FATOR apurou que o governo Zema não descarta promover mais alterações na pasta – incluindo indicar outro nome para assumir a secretaria.

Recentemente, interlocutores do mercado apontaram o presidente da Codemge, Thiago Toscano, como um sucessor natural para liderar a Fazenda mineira. Nos últimos dias, de fato, o nome de Toscano ganhou musculatura nas especulações sobre o futuro da pasta.

À frente da Codemge desde 2019, Toscano é considerado um nome técnico que agrada o alto escalão de Zema, além de ter boa relação com o Novo e com interlocutores muito próximos do governador, como os empresários Salim Mattar e Flávio Roscoe, presidente da Fiemg.

Com a batalha que o governo vai enfrentar nos próximos meses – entre federalização, privatização, RRF e negociação da dívida – também se pontua que ter um nome acostumado à interlocução com a Assembleia será necessário na Fazenda.

Outra “coincidência” que interlocutores apontam como ponto positivo para Toscano é a relação pessoal com o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, que lidera as negociações da dívida de Minas com a União. Os dois trabalharam juntos na São Paulo Parcerias, quando Ceron presidia a empresa da Prefeitura de São Paulo.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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