Após relatos de assédio moral, deputada pede licença do mandato na ALMG

Andreia de Jesus havia sido orientada por aliados a ficar 120 dias fora, mas pediu licença por um mês
O pedido dos aliados à deputada aconteceu depois que, na segunda-feira (26), uma mensagem de uma assessora exonerada do gabinete relatava uma rotina conturbada dentro do gabinete da parlamentar.
O pedido dos aliados à deputada aconteceu depois que, na segunda-feira (26), uma mensagem de uma assessora exonerada do gabinete relatava uma rotina conturbada dentro do gabinete da parlamentar.

A deputada estadual Andréia de Jesus (PT) pediu licença do mandato parlamentar pelos próximos 30 dias para, segundo justificativa oficial, tratar de questões de saúde. O FATOR apurou que o pedido, na realidade, tem origem em recentes denúncias que chegaram ao gabinete e ao bloco de esquerda da Assembleia mineira envolvendo supostos casos de assédio moral da parlamentar contra assessoras e ex-assessoras.

No início da semana, uma reunião de correligionários e aliados da deputada teria pedido a ela que se licenciasse do mandato por 120 dias para que resolvesse as questões particulares e cuidasse das denúncias. Andreia solicitou, no entanto, somente um mês de afastamento, argumentando, ainda, que acompanhará a mãe em tratamentos médicos.

O pedido dos aliados à deputada aconteceu depois que, na segunda-feira (26), uma mensagem de uma assessora exonerada do gabinete relatava uma rotina conturbada dentro do gabinete da parlamentar.

A propósito: não há convocação de suplentes para a cadeira em casos de licença de mandato por 30 dias. O regimento interno da Assembleia prevê que o suplente assuma só em pedidos de licença a partir de 120 dias.

A reportagem procurou a assessoria da deputada mas, até o momento, não houve resposta.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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