A justificativa de um deputado mineiro por não fazer perguntas a depoentes da CPMI do INSS

Parlamentares indicados por governo e oposição utilizam comitê para disputar narrativas e apontar responsáveis pelas fraudes
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Senador Carlos Viana (Podemos), durante sessão da CPMI do INSS. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Um dos consensos mais pacificados na política brasileira estabelece que as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) são um ativo de valor para vereadores, deputados e senadores. Trata-se de um terreno fértil e disputado pelos legisladores para atrair o foco de eleitores desatentos e trazer para si os holofotes da imprensa e das redes sociais.

Não é o caso do deputado federal Bruno Farias (Avante-MG), titular da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em entrevista a O Fator nesta quinta-feira (2), o parlamentar mineiro afirmou que vem evitando fazer questionamentos aos depoentes convocados para prestar esclarecimentos à CPMI

“Tenho preferido ficar nos bastidores, analisando os depoimentos e aguardando para saber os rumos que tomarão as investigações”, disse o deputado.

Nas 13 sessões realizadas pelo colegiado desde o início dos trabalhos, em 20 de agosto, Farias esteve presente em sete e não compareceu às outras seis. Os dados são do portal do Senado Federal.

A CPMI tem como presidente o também mineiro senador Carlos Viana (Podemos). O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e os deputados Mário Heringer (PDT) e Rogério Correia (PT) completam a representação da bancada do estado no comitê.

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