O que Aécio disse a sindicalistas contrários à privatização da Copasa

Presidente nacional do PSDB se reuniu com interlocutores contrários à desestatização nesta semana
O deputado federal Aécio Neves
Cotado para concorrer ao Planalto, Aécio é contra a privatização da Copasa. Foto: Alex Loyola/PSDB na Câmara

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) defendeu, a sindicalistas que o procuraram nessa quarta-feira (27), em Brasília (DF), a paralisação do processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Na reunião com os interlocutores sindicais, Aécio apontou preocupação com o andamento da negociação, considerada excessivamente rápida por ele.

A O Fator, o parlamentar, que é o presidente nacional do partido e teve a pré-candidatura à Presidência da República aprovada nesta semana pela federação PSDB-Cidadania, confirmou o encontro. Segundo o tucano, os debates a respeito da privatização não podem acontecer “de forma açodada, no apagar das luzes do governo”.

“O que nós estamos defendendo é que essa questão seja suspensa para que ela possa ser reavaliada em um ambiente de maior serenidade. Afinal de contas, trata-se de um patrimônio dos mineiros construído ao longo de décadas”, afirmou.

A agenda entre Aécio e a comitiva encabeçada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto (Sindágua-MG), Milton Luiz Costa, aconteceu no mesmo dia em que o governo mineiro, na condição de acionista majoritário da Copasa, decidiu paralisar a divulgação do vencedor da disputa por 30% da empresa.

Nesta quinta-feira (28), a companhia divulgou novas versões do aviso ao mercado, do prospecto preliminar, do formulário de referência e da lâmina da oferta. Agora, os materiais revelam o preço mínimo desejado pelo Executivo estadual: R$ 47,23 por ação.

“Quando governamos o Minas, a Copasa se transformou na empresa mais eficiente do setor no Brasil, ampliando, como nunca, seus investimentos e distribuindo dividendos para os seus acionistas. O que tem faltado em Minas são empresas públicas geridas com profissionalismo, com planejamento e com metas”, prosseguiu o tucano, ao criticar o processo.

Dias de expectativa

Antes da decisão de relançar a oferta, dois grupos haviam feito propostas para assumir a condição de majoritário da Copasa: de um lado, um consórcio formado pelos sócios da Aegea; do outro, a Equatorial, que concorre sem a Sabesp.

As novas regras abrem espaço para a participação de outros interessados, mas Aegea e Equatorial têm a prerrogativa de deixar a disputa. A publicização do novo investidor de referência acabou adiada para 3 de junho.

“O silêncio do respectivo Investidor de Referência durante referido período será presumido como ratificação e manutenção de seu Pedido de Investimento realizado nos termos do Prospecto Preliminar Original”, pontuou a estatal.

Há também a prerrogativa de apresentação de novas propostas por parte dos dois grupos. O encaminhamento de novas ofertas a B3 será, segundo a Copasa, “considerado como revogação de seu Pedido de Investimento original”.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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