As mentiras que Haddad contou, e ninguém acreditou

Até hoje, nenhum mandatário verdadeiramente tentou conter o déficit fiscal
Haddad não cumpre promessa de superávit fiscal em 2025
pacote inclui mudanças em benefícios sociais, alterações nas regras do salário mínimo e uma reforma no imposto de renda. Foto: Rodrigues Possebom/Agência Brasil

Só os crédulos em Papai Noel e Terra Plana acreditaram nas ousadas metas fiscais, anunciadas com estardalhaço midiático pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quando ainda articulava as “reformas” econômicas do governo Lula 3.

À época, todos (eu inclusive) que apontavam as inúmeras inconsistências e duvidavam da chamada “matemágica”, eram taxados como bolsonaristas que deveriam aceitar a derrota e ir para porta de quartel, cantar hino nacional para pneus.

O TEMPO

Bem, de bolsonarista não tenho nada, muito menos de golpista ou terraplanista, não à toa ser odiado por 2/3 dos que me leem. Mas sei fazer contas e já conheço o bastante sobre política, políticos, metas e planos de governo.

Uma musiquinha bem brega diz: “o tempo passou e eu sofri calado”. Pois é. Enquanto os lulopetistas me xingavam – como me xingam os bolsonaristas -, os dias correram e o futuro, hoje presente, trouxe a verdade: eu tinha razão.

TRUCO

Não só eu, claro. Qualquer bípede capaz de somar 2+2 e encontrar 4. Incapaz de continuar mentindo – ao contrário do chefe, mitômano incorrigível -, Haddad foi obrigado (pelos fatos) a admitir que superávit fiscal, se houver, somente a partir de 2026.

Ocorrerá? Duvido novamente. É da natureza do lulopetismo gastar muito e gastar mal, sem contar, obviamente, com desperdícios, corrupção, compadrio com o público e o privado, e empréstimos a pocilgas (internas e externas) que jamais serão pagos.

DILMA

Lula 3 repete, “ipsis literis”, a cartilha mal-sucedida dos anos anteriores do petismo no Poder, que culminaram com o desastre Dilma Rousseff: três anos de recessão recorde. Pior. Na falta de rivais à altura, tenderá a continuar até 2030.

Desde, no mínimo, a década de 50, o Brasil coleciona déficits fiscais – com pequenos soluços -, alçando ligeiros voos de galinha de crescimento econômico. A raiz, ou matriz, do fracasso é sempre a mesma portanto: gastar mais do que arrecada. 

LULA 4

A lição jamais aprendida, mas sempre repetida, é a causa da extrema desigualdade social e por nunca alcançarmos o patamar de “país desenvolvido”. Até hoje, honrosas exceções a Temer e FHC, nenhum outro mandatário verdadeiramente tentou.

Neste sentido, Lula 3 caminha para ser mais agente do atraso e da miséria. O diabo é que, ao final do governo, sairá jurando que retirou 650 milhões de brasileiros da pobreza, fez o País crescer 2.790% e que “nunca antes” houve um deus como ele, e boa parte dos brasileiros acreditarão… e nele votarão.

Ricardo Kertzman é empresário, e há 8 anos milita no jornalismo profissional. Tem passagens pelo jornal Estado de Minas e Portal UAI, com a coluna Opinião Sem Medo; pela revista e site da IstoÉ; pela Rede 98 e a Rádio Itatiaia, como comentarista do Conversa de Redação. Escreve para a revista Encontro e o portal O Antagonista.

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