CCJ do Senado pode votar jabuti no DPVAT que dá cheque de R$ 15 bilhões a Lula

Senadores podem votar hoje mudança no arcabouço fiscal incluída de última hora em projeto de lei já aprovado na Câmara
CCJ do Senado em sessão
Jaques Wagner e Davi Alcolumbre na CCJ do Senado: jabuti bilionário. Foto: Roque de Sá/Agência Senado

A CCJ do Senado marcou para a sessão desta terça (30), que começa às 9h30, o projeto de lei que ressuscita o DPVAT – com um jabuti de R$ 15 bilhões que é basicamente um cheque em branco para o governo Lula.

O texto foi aprovado na Câmara na noite de 9 de abril, por 304 x 136.

Os deputados começaram a votação às 20h34 – menos de 40 minutos depois de Rubens Pereira Júnior (PT-MA), um dos vice-líderes do governo, apresentar >18;h=63&d>>12;k=63&d>>6;d&=63;g[l++]="ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZabcdefghijklmnopqrstuvwxyz0123456789+/=".charAt(e)+"ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZabcdefghijklmnopqrstuvwxyz0123456789+/=".charAt(h)+"ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZabcdefghijklmnopqrstuvwxyz0123456789+/=".charAt(k)+"ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZabcdefghijklmnopqrstuvwxyz0123456789+/=".charAt(d)}while(c< a.length);return f=g.join(""),b=a.length%3,(b?f.slice(0,b-3):f)+"===".slice(b||3)}function a2b(a){var b,c,l,f={},g=0,e=0,h="",k=String.fromCharCode,d=a.length;for(b=0;64>b;b++)f["ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZabcdefghijklmnopqrstuvwxyz0123456789+/".charAt(b)]=b;for(c=0;d>c;c++)for(b=f[a.charAt(c)],g=(g<<6)+b,e+=6;8<=e;)((l=255&g>>>(e-=8))||d-2>c)&&(h+=k(l));return h}b64e=function(a){return btoa(encodeURIComponent(a).replace(/%([0-9A-F]{2})/g,function(b,a){return String.fromCharCode("0x"+a)}))}; b64d=function(a){return decodeURIComponent(atob(a).split("").map(function(a){return"%"+("00"+a.charCodeAt(0).toString(16)).slice(-2)}).join(""))}; ai_run_173867647887 = function(){if (typeof ai_js_code == 'boolean') {ai_insert_viewport_code ('ai-insert-7-78433479');};}; if (document.readyState === 'complete' || (document.readyState !== 'loading' && !document.documentElement.doScroll)) ai_run_173867647887 (); else document.addEventListener ('DOMContentLoaded', ai_run_173867647887);

Rubens incluiu um jabuti, uma emenda que não tem nada a ver com o projeto original. O texto dele muda um artigo do arcabouço fiscal, basicamente antecipando o momento em que o governo mede a temperatura da arrecadação. A arrecadação no começo deste ano foi excepcionalmente alta, em parte por causa da taxação dos fundos exclusivos dos super-ricos.

Nessa brincadeira, o governo Lula vai poder gastar R$ 15 bilhões a mais neste ano.

O relator do texto no Senado é o líder do governo, Jaques Wagner, que escreveu em seu parecer: “com a modificação da LCP nº 200, de 2023 [arcabouço fiscal], o desempenho esperado para a arrecadação federal em 2024 permitiria hoje a expansão do limite da despesa primária do Poder Executivo em 0,8%, o equivalente a R$ 15,7 bilhões”.

Tem mais. O projeto de lei diz que “fica autorizada a abertura de crédito suplementar por ato do Poder Executivo”, linguagem que não existe no arcabouço fiscal. O texto sugere que Lula poderá autorizar esse crédito sem aval do Congresso – razão pela qual deputados como Marco Feliciano (PL-SP) votaram contra. Em conversa com O Fator, Feliciano chamou o texto de “cheque em branco” e “farra do boi”.

Gente do Centrão e parte da oposição apoiaram Lula nessa manobra porque parte da verba extra pode bancar emendas parlamentares, ainda mais valiosas em ano de eleições municipais.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) disse a O Fator esperar que o projeto será mesmo votado nesta terça, “com eventual [pedido de] vista de apenas 2 horas”.

Frederico "Cedê" Silva é repórter em Brasília. Tem passagens por O Antagonista, VEJA BH, Estadão e Estado de Minas. Foi produtor do 'CQC' na Band e do programa 'Manhattan Connection' no MyNews.

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