Sem CPI, Renan instala grupo de trabalho sobre caso do Banco Master

Grupo não é CPI, e funciona dentro da Comissão de Assuntos Econômicos
Renan Calheiros
Renan Calheiros: quem não tem CPI caça com grupo de trabalho. Reprodução/TV Senado/YouTube

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado acaba de instalar, na manhã desta quarta (4), um grupo de trabalho para acompanhar as investigações do Banco Master.

O grupo não tem os mesmos poderes de uma CPI, mas não depende da decisão de Davi Alcolumbre para ser criado.

“Nós vamos requisitar toda a documentação, inclusive as sigilosas”, disse o senador Renan Calheiros, presidente da comissão.

“Para também contribuir e investigar esta lama malcheirosa. Se há movimentos, articulações, sussurros para uma ‘operação abafa’, não contem comigo nem contem com essa comissão”, acrescentou.

“O fundo do Master era o fundo do poço. E alguns poderosos agiram na sombra para evitá-lo e até revertê-lo”, disse Renan, provavelmente se referindo à liquidação do banco.

Renan também falou das visitas de Daniel Vorcaro a Lula, fora da agenda.

“Levaram o Vorcaro três vezes ao presidente da República”, disse. E citou quem estava em uma ou mais reuniões: o ministro da Fazenda, o presidente do Banco Central, o chefe do “gabinete civil” (na verdade, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa), o líder do governo no Senado e o ex-ministro Guido Mantega, que atuou como consultor do Master.

“De todos [os presentes], só o presidente da República e o ministro – e o ex-ministro Mantega, tinham razão de ser. O Mantega porque era funcionário do Master. Mas os outros, o que faziam lá, o que defendiam lá? Essa conversa foi uma conversa significativa? O que na verdade foi conversado? Todos os que estiveram na reunião podem colaborar com essa comissão. Ao presidente da República nós pretendemos fazer por escrito algumas perguntas sobre o fato. Se ele puder nos responder, ótimo”.

Documento do Senado mostra que o grupo será formado por:

  • Alessandro Vieira (MDB-SE);
  • Damares Alves (Republicanos-DF);
  • Eduardo Braga (MDB-AM);
  • Esperidião Amin (PP-SC);
  • Fernando Farias (MDB-AL);
  • Leila Barros (PDT-DF); e
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP).

O documento não prevê um prazo para o grupo de trabalho.

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