Operação Rejeito: ex-vice-prefeito que estava foragido volta ao Brasil e começa a cumprir domiciliar

Hidelbrando Neto, que no mês passado perdeu o cargo na cidade do Quadrilátero Ferrífero, retornou ao país nessa segunda-feira (9)
O ex-vice-prefeito de Itaúna, Hidelbrando Neto
O ex-vice-prefeito de Itaúna, Hidelbrando Neto. Foto: Divulgação

O ex-vice-prefeito de Itaúna, no Quadrilátero Ferrífero, Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto, que estava foragido desde setembro do ano passado, quando foi alvo da Operação Rejeito, está de volta ao Brasil e cumpre prisão domiciliar. 

Ele desembarcou no país nessa segunda-feira (9) e, na sequência, iniciou o cumprimento da detenção. A informação foi confirmada a O Fator pela defesa de Hidelbrando.

A prisão domiciliar foi imposta no mês passado pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), que revogou os mandados de prisão de todos os alvos da Rejeito, substituindo-os por medidas cautelares.

A Polícia Federal (PF) deflagrou a operação para investigar um esquema de obtenção irregular de licenças minerárias. Segundo os agentes, Hidelbrando teria utilizado a experiência acumulada em sete anos de cargos na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) – onde foi secretário Executivo e subsecretário de Regularização Ambiental – para facilitar crimes ambientais e atos de corrupção. 

O ex-vice-prefeito de Itaúna teria, meses depois de deixar a Semad, se associado a empresários para atuar no mercado minerário. A PF o aponta como sócio de duas companhias que funcionariam como estruturas de blindagem patrimonial.

As primeiras ordens de busca e apreensão da Operação Rejeito foram cumpridas em 17 de dezembro. Conforme a PF, Hidelbrando deixou o Brasil dois dias antes, por meio de voo que decolou do Aeroporto de Confins.

Mandato destituído

Ainda no mês passado, a Câmara Municipal de Itaúna oficializou a vacância do cargo de vice-prefeito, que era ocupado por Hidelbrando. 

Ele foi destituído do posto por meio de ato assinado pelo presidente do Legislativo municipal, Antônio de Miranda Silva (União Brasil). 

No documento, Silva atestou a ausência de Hidelbrando da cidade por um período superior a 15 dias. De acordo com o vereador, a Lei Orgânica do Município determina que saídas do tipo precisam ser autorizadas pela Câmara.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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