A planilha de Excel que Minas terá de preencher para prestar contas do Propag

Estado recebeu da União demonstrativo que servirá para comprovar investimentos em nove eixos de contrapartidas do refinanciamento
O governador Romeu Zema
Governo Zema terá de preencher demonstrativo com dados relativos ao Propag. Foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG

O governo federal encaminhou aos governos locais participantes do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), nesta quinta-feira (12), o modelo de planilha que os Executivos estaduais terão de preencher a fim de comprovar, de forma semestral, os investimentos nas contrapartidas exigidas pelo refinanciamento dos débitos. 

O material, construído na forma de arquivo do Excel, tem campos para o detalhamento de aportes em áreas como ensino público, saneamento e habitação.

O governador de Minas Gerais,Romeu Zema (Novo), cabe lembrar, aderiu ao Propag em 31 de dezembro do ano passado. Ao assinar o acordo, o Palácio Tiradentes confessou uma dívida de R$ 179,3 bilhões.

O documento contempla, ao todo, nove eixos de investimento. Os aportes podem ser feitos por meio de recursos próprios ou a partir de verbas oriundas do Fundo de Equalização Federativa (FEF), poupança em que os estados devedores precisam fazer injeções financeiras periódicas.

São áreas passíveis de investimento, segundo a planilha, elaborada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN):

  • Educação profissional técnica de nível médio;
  • Universidades estaduais;
  • Universalização do ensino infantil;
  • Educação em tempo integral;
  • Saneamento;
  • Habitação;
  • Adaptação às mudanças climáticas;
  • Transportes;
  • Segurança pública.

Mais dados

A planilha semestral também tem campos para a indicação do valor atualizado da dívida, do tamanho dos aportes no FEF, bem como dos recursos recebidos a partir da poupança.

Pelas regras do Propag, para fazer jus à renegociação da dívida, o estado precisa destinar entre 0,5% e 2% do saldo negativo ao financiamento das políticas públicas estruturantes.

O principal benefício do programa está na redução do indexador que corrige o passivo. Anteriormente baseado em uma fórmula que considerava o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acrescido de juros reais de 4%, o débito passou a ser atualizado apenas pelo IPCA.

Para amortizar de forma imediata uma parte significativa dos R$ 179,3 bilhões, Zema propôs à União a federalização de R$ 35,8 bilhões em bens. O rol de ativos inclui imóveis, participações societárias e créditos tributários. O aceite de cada um dos itens, contudo, ainda depende de análise do Executivo federal. 

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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