A mais nova pesquisa eleitoral divulgada pelo Datafolha neste sábado, 7, mostra empate técnico (43% x 46%) entre o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o petista Lula da Silva, em um hipotético segundo turno entre ambos nas eleições presidenciais de outubro que vem.
A surpresa aqui é zero. Excluindo nomes menos conhecidos nacionalmente, como os dos governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), os demais postulantes são igualmente competitivos.
Falo especificamente de Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, e de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, ambos empatando tecnicamente com Lula também (41% x 45% e 43% x 46%, respectivamente) em um hipotético segundo turno. No caso de Ratinho, fora da margem de erro.
Sonho meu
Quando se substitui Lula por Haddad, o cenário de polarização e disputa acirrada se repete. Ou seja, a tendência é muito clara. Haverá uma disputa “cabeça a cabeça” entre um candidato lulopetista e outro de oposição. Nesse sentido, quem tiver rejeição menor tenderá a levar o Planalto.
Aí é que “mora o perigo” em relação ao bolsokid número 1. Flávio Bolsonaro é o que apresenta a maior rejeição entre todos. Além disso, é mais conhecido que seus rivais pré-candidatos. Enquanto Ratinho e Tarcísio podem crescer, Flávio, não. Aliás, não é segredo para ninguém que é o rival favorito do lulopetismo.
Para quem, como eu, torce pelo fim do reinado lulopetista – rezando para que, novamente, a alternativa não seja o bolsonarismo catastrófico -, o “mundo ideal” seria ter o governador Romeu Zema ao lado de Ratinho Júnior em uma chapa não apenas muito competitiva, mas possível de verdadeiramente ser útil ao Brasil.