A agenda de Mateus Simões na primeira semana à frente do governo de Minas

Pessedista inicia gestão com rodada de reuniões para alinhar expectativas e reduzir ruídos institucionais
Mateus Simões na solenidade de posse no Palácio da Liberdade
Solenidade de posse de Mateus Simões foi realizada em 22 de março. Foto: Cristiano Machado / Imprensa MG

Nos primeiros compromissos à frente do Palácio Tiradentes, o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, realiza uma rodada de reuniões com chefes de Poderes e representantes de órgãos de Justiça do estado, em encontros para alinhar expectativas sobre os próximos meses de governo e aparar possíveis arestas na relação institucional.

Até quarta-feira (25), ele cumpre agenda com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG).

A agenda institucional começou ainda na segunda-feira (23), quando Simões se reuniu, no início da tarde, com o presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), desembargador federal Vallisney de Souza Oliveira. O governador esteve acompanhado do secretário-geral, Marcel Beghini.

Nesta terça-feira (24), ele tem reunião marcada às 13h com o presidente da ALMG, deputado estadual Tadeu Martins Leite. Às 15h30, o encontro será com o procurador-geral de Justiça, Paulo de Tarso Morais Filho, chefe do MPMG.

Às 17h30, a agenda prevê reunião com o presidente do TCE, conselheiro Durval Ângelo, em um encontro que também tem peso político. Nos últimos meses, Simões esteve em lados opostos do tribunal em debates sobre a implantação do programa de escolas cívico-militares em Minas, tema que expôs ruídos entre o Executivo e o órgão de controle.

Em fevereiro, o TJMG confirmou decisão do TCE sobre a descontinuidade das escolas cívico-militares na rede estadual de ensino a partir do ano letivo de 2026 sob a justificativa de que o sistema não possui lastro financeiro para pagar os policiais da reserva. Simões rebateu.

“Sobre a questão das escolas cívico-militares, isso é muito claro. Elas serão abertas. O conselheiro pode deitar no chão e estrebuchar, o juiz pode não gostar, mas elas serão abertas. Se eles não admiram a cultura da Polícia Militar, eu admiro. E os pais que admiram como eu têm direito de colocar os seus filhos debaixo desse tipo de estrutura”, disse o então vice-governador, à época.

Segundo interlocutores do governo, os encontros com o TJMG e a DPMG ainda dependem de confirmação formal, mas devem ser realizados até quarta-feira (25), completando a rodada de visitas institucionais aos principais órgãos do sistema de Justiça e ao Legislativo estadual.

Simões assumiu o comando do Executivo mineiro no domingo (22), após a renúncia de Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo para se dedicar à pré-campanha à Presidência da República. O pessedista passa a conduzir a reta final do mandato ao mesmo tempo em que ocupa o cenário eleitoral como pré-candidato ao governo de Minas.

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