Minas revela uma nova geração de líderes

Foto: Francisco Dumont

Há algum tempo, a gente se acostumou a repetir que os jovens estão desinteressados, afastados ou pouco engajados com o futuro. É uma narrativa conveniente, mas cada vez mais distante da realidade.

Os números mais recentes do Programa de Liderança, iniciativa que criei voltada à formação de jovens em Minas Gerais, mostram exatamente o contrário.

Somente neste ano, foram 604 inscrições vindas de 123 municípios mineiros. Jovens de todas as regiões do estado, do Triângulo ao Jequitinhonha, do Sul à Zona da Mata. Uma mobilização que não se explica por acaso e que revela algo mais profundo do que simples interesse por um curso ou certificado.

O que está acontecendo é o surgimento de uma geração que quer ser protagonista.

Não é sobre cargos ou sobre visibilidade fácil, muito menos sobre atalhos. É sobre preparo, responsabilidade e também entender que liderar exige consistência, visão e disposição para enfrentar problemas reais.

Quando criamos o programa, a proposta era simples. Conectar jovens que quisessem se desenvolver e, ao mesmo tempo, gerar impacto positivo ao seu redor. Com o tempo, o que era uma iniciativa virou uma rede.

Hoje, já são 200 jovens formados e conectados por esse mesmo propósito. Gente que segue trocando experiências, criando projetos e ampliando a própria visão de mundo. Isso, por si só, já mostra que formação de liderança não pode ser algo pontual. Precisa ser contínua, prática e conectada com a realidade.

E talvez esse seja o ponto mais interessante de tudo.

Durante muito tempo, a ideia de formação de lideranças ficou restrita a grandes centros ou a grupos específicos. Os dados mostram que isso não faz mais sentido. O interesse está espalhado por Minas Gerais inteiro. Está nas cidades médias, nas pequenas, nos lugares onde, muitas vezes, faltam oportunidades estruturadas de desenvolvimento.

Quando jovens de realidades tão diferentes se conectam em torno de um mesmo objetivo, o impacto deixa de ser individual e passa a ser para a toda a sociedade.

Isso muda a forma como a gente pensa o futuro!

Porque não se trata apenas de formar lideranças para a política ou para o setor público. Trata-se de formar pessoas mais preparadas para empreender, inovar, liderar equipes, tomar decisões melhores e contribuir com suas comunidades.

No fim das contas, é disso que estamos falando.

De uma geração que entendeu que não dá para esperar soluções prontas. Que prefere se preparar a reclamar e que escolhe, todos os dias, assumir responsabilidade em vez de terceirizar o futuro.

E isso, por si só, já é um bom sinal.

Minas está cheia de gente assim. E talvez a gente ainda esteja subestimando o tamanho desse movimento.

Leia também:

TCU arquiva cautelar e põe ponto final em disputa entre concessionárias pela BR-381

Copasa: interessados precisarão ter histórico de R$ 6,3 bilhões em investimentos prévios

Acordos ligados ao Banco Mundial puxam empréstimos pagos por Minas em abril

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse