A disputa por bases eleitorais de novo ministro do TCU

Reorganização do grupo político de Odair Cunha provocou ‘fogo amigo’ entre lideranças regionais
Odair Cunha fala em microfone
Odair Cunha teve ida ao TCU seguida por reorganização interna e disputa por bases políticas dentro do PT mineiro. Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A nomeação do agora ex-deputado federal Odair Cunha para o Tribunal de Contas da União (TCU), no início do mês, gerou certo desconforto interno no diretório mineiro do partido por conta do espólio eleitoral do ex-parlamentar.

Pelo que O Fator apuou, a secretária nacional de Finanças e Planejamento do partido, Gleide Andrade, foi o nome escolhido para herdar a maior parte das bases eleitorais e lideranças que apoiavam Odair Cunha nas eleições.

A dirigente passou a concentrar parte importante do capital político construído pelo petista ao longo de décadas em Minas.

A movimentação gerou desconforto entre integrantes do antigo grupo político de Odair. Dois nomes que eram vistos como sucessores naturais do deputado perderam espaço na reorganização: o vereador de Itajubá, Pedro Gama, e o ex-chefe de gabinete de Odair Edinho Moura, também ex-secretário adjunto da Casa Civil durante o governo Fernando Pimentel (PT).

Parte das articulações que seriam destinadas aos dois migrou para Gleide. Pedro Gama manteve principalmente a atuação em Itajubá e no Sul de Minas, enquanto o deputado estadual Ulysses Gomes, que fazia dobrada política com Odair, passou a auxiliá-lo regionalmente.

Ana Mendonça é jornalista e estudante de Ciência Política, ex-colunista do Estado de Minas, onde cobriu os bastidores da política mineira por 8 anos. Em 2024, foi reconhecida no 30 Under 30 da International News Media Association.

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