O senador Carlos Viana (PSD-MG) não gostou de recentes declarações do governador mineiro Mateus Simões, do mesmo partido. Na semana passada, Simões afirmou a O Fator que sua prioridade na disputa pelo Senado Federal será o ex-secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro (PP).
O Fator apurou que a fala de Simões foi interpretada por Viana como um sinal de distanciamento político.
“Houve uma construção nacional do PSD (para a chegada de Viana), que eu respeito. O partido tem direito de fazer isso, mas meu compromisso pessoal neste momento é com a federação União-PP (de Marcelo Aro)”, disse o governador.
Ao reiterar o compromisso com Aro, Simões afirmou que ficaria feliz com uma eventual candidatura à reeleição de Viana, mas lembrou não ter garantido que poderá reservar ao correligionário uma vaga na chapa que vai encabeçar.
“Eu assumi dois compromissos: um com União-PP e um com o PL. Se o PL resolver seguir outro caminho, aí não fui eu que resolvi seguir outro caminho”, completou.
Até a filiação de Viana, a atuação de Simões era para que a segunda vaga ao Senado em sua chapa fosse ocupada pelo secretário-geral do PL mineiro, o deputado federal Domingos Sávio.
Nas últimas semanas, no entanto, as críticas do ex-governador Romeu Zema (Novo) ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por causa de conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro esfriaram as chances de uma aliança entre o governador e o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Lideranças do PL mineiro passaram a defender publicamente as possibilidades de apresentar uma candidatura própria ao Palácio Tiradentes ou de apoiar uma eventual chapa encabeçada pelo senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que ainda não crava participação no pleito.