A ex-secretária de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, Renata Vilhena, recusou um convite de Alexandre Kalil, pré-candidato do PDT ao governo de Minas Gerais, para participar de um “gabinete de gestão de crise” em uma eventual administração dele. A informação, dada a O Fator por fontes próximas a Renata, vai na contramão de uma garantia pública dada por Kalil nesta semana sobre tê-la como uma espécie de conselheira.
A declaração de Kalil foi dada em entrevista publicada pelo Diário do Comércio na terça-feira (22). Ao comentar a situação fiscal de Minas Gerais, o ex-prefeito de Belo Horizonte afirmou que Renata iria compor equipe destinada a rever os termos do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), assinado pelo Palácio Tiradentes em dezembro do ano passado.
“A minha primeira medida vai ser a criação de um gabinete de gestão de crise. Nós pedimos à professora Renata Vilhena para nos ajudar nessa questão. Ela não vai participar do nosso governo porque ela é uma professora e está ocupada, mas ela vai compor um gabinete de crise porque o Propag, como está colocado, não funciona”, afirmou.
Segundo interlocutores da ex-secretária, a decisão de recusar o convite decorre do fato de ela evitar participar de campanhas eleitorais.
Renata Vilhena comandou a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão entre 2006 e 2014, durante os governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia, e foi uma das principais formuladoras da política de gestão das administrações tucanas.
Atualmente, ela é consultora e professora da Fundação Dom Cabral. Em maio deste ano, foi convidada para integrar o Conselho de Administração da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge).