Distante dos campos políticos liderados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o PSDB enfrenta também uma importante resistência interna para se aproximar da pré-candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) ao Palácio do Planalto.
Caiado tem como um de seus principais adversários políticos em Goiás o também ex-governador Marconi Perillo, antecessor do deputado federal Aécio Neves no comando nacional tucano.
Diante das articulações de Perillo para impedir uma eventual aliança nacional entre tucanos e pessedistas, o PSDB caminha para ingressar na disputa presidencial sem aderir formalmente a nenhuma das chapas apresentadas.
Após Ciro Gomes recusar convite de Aécio para liderar uma candidatura pelo PSDB e decidir concorrer ao governo cearense, os tucanos chegaram a avaliar o lançamento do próprio chefe do diretório nacional no pleito.
Aécio Neves, por sua vez, tem dito a correligionários que a prioridade é construir um projeto nacional para 2030. Como O Fator mostrou, ele avalia concorrer ao Senado Federal e conversa com aliados sobre a possibilidade.
Nesta quinta-feira (2), o ex-governador mineiro confirmou estudar esse caminho.
“Tenho recebido estímulos de várias lideranças importantes tentando que eu possa construir uma candidatura ao Senado. Tenho que reconhecer que essa é uma possibilidade crescente”, disse, em entrevista ao jornal O Tempo.
Ainda conforme apuração da reportagem, os rumos tucanos quanto ao embarque em um dos palanques que disputarão o governo estadual só deverão ser decididos no fim de julho. Uma das rotas em análise é a apresentação de uma candidatura independente de Aécio ao Senado, sem o ingresso em uma coligação para o Executivo.