A ‘tranquilidade’ de Mateus Simões sobre apoio de União Brasil e PP

Declarações de ex-secretário não mudam prognóstico do governador, que se ampara em acenos de deputados federais.
Mateus Simões falando ao microfone de chapéu, sorrindo
Para Simões, apoio do PP e do União Brasil já está sacramentado. Foto: Karoline Barreto / Imprensa MG.

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), diz estar “muito tranquilo” para ter o apoio da federação entre PP e União Brasil nas eleições deste ano após o aceno público recebido pelo deputado federal Rafael Simões (União) no último fim de semana.

Como mostrou O Fator, em visita ao Sul do estado, o atual chefe do Executivo conseguiu alinhar publicamente o respaldo do parlamentar, antes resistente ao seu nome.

“Eu estava em Pouso Alegre com o único deputado federal (da federação) que não tinha se manifestado ainda um apoio expresso à minha candidatura até agora. O deputado federal Rafael Simões, pela ligação dele com (Rodrigo) Pacheco (senador do PSB, que decidiu não ser candidato e se retirar da vida pública). Ele declarou esse apoio de forma aberta, franca e pública nesta semana. Não há um único parlamentar da federação que já não tenha feito isso. Então, estou muito tranquilo”, afirmou o governador nessa quarta-feira (1º).

Mateus Simões tem dito há meses possuir o apoio da federação, mesmo com alguns percalços no caminho. Após receber o aceno de Rafael Simões, o governador lida, agora, com a insatisfação de Marcelo Aro (PP). Pré-candidato ao Senado Federal, o ex-secretário de Governo tem tecido críticas públicas a Carlos Viana, correligionário de Simões no PSD e pré-candidato à reeleição.

“Nós vamos emprestar o nosso tempo de televisão para ajudar o Mateus e queremos que o Mateus empreste o tempo de televisão dele, o PSD, para ajudar na nossa campanha majoritária para o Senado Federal. É isso que está posto. Agora, […] tem um problema no meio desse caminho que se chama Carlos Viana”, disse Aro ao jornal O Tempo.

Viana, então, rebateu. A O Fator, afirmou que o PSD “não vai ficar a reboque de qualquer pirraça partidária”. “Temos um projeto muito bem definido para o futuro de Minas Gerais, com governador e senador”, falou.

À espera de um sinal

Interlocutores da federação na Assembleia Legislativa pontuam que as críticas de Aro até atingiram Viana, mas teriam Simões como alvo prioritário. O governador participou das costuras que resultaram na filiação do senador ao PSD, movimento que desagradou o ex-secretário de Governo do Palácio Tiradentes.

Além disso, há outro obstáculo no caminho de Simões: ele ainda não recebeu a confirmação oficial, ao menos publicamente, do apoio da federação a seu projeto.

A coordenação da coalizão em Minas cabe a Álvaro Damião, prefeito de Belo Horizonte. Ele chegou a sinalizar, meses atrás, que não havia acordo fechado.

Repórter de bastidores e orientado por dados de O Fator em Belo Horizonte, onde cobre política e mercado. Também é professor da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas, onde leciona disciplina ligada ao jornalismo de dados. Trabalhou por sete anos no jornal Estado de Minas, onde foi repórter e coordenador de jornalismo de dados. Também trabalhou no caderno de política do jornal O TEMPO por dois anos. É master em Jornalismo de Dados, Automação e Data Storytelling pelo Insper.

Guilherme Jorgui é jornalista e tem especialização em comportamento eleitoral, opinião pública e marketing político (UFMG).

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