O relator do processo de aquisição da Copasa no Cade

Questionado, órgão antitruste diz que não há previsão para análise de recurso apresentado por sindicato
A sede da Copasa, em BH
Governo de Minas vendeu 30% de suas ações na Copasa à Equatorial. Foto: Divulgação

O conselheiro José Levi foi sorteado o relator do processo que analisa, no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a compra de 30% das ações da Copasa pelo Grupo Equatorial.

Levi será o responsável por examinar o recurso apresentado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto de Minas Gerais (Sindágua-MG) no último dia 6. Na semana passada, o órgão antitruste admitiu a entidade de classe como terceira interessada no caso.

Ainda não houve análise do mérito da apelação — o que caberá ao parecer de Levi. No relatório, o conselheiro também opinará sobre uma eventual aprovação integral ou com ressalvas da operação. Ele pode, ainda, recomendar a rejeição.

Questionado por O Fator, o Cade afirmou que ainda não há previsão de data para o julgamento Em agosto, os conselheiros do Tribunal Administrativo se reunirão em duas sessões ordinárias, marcadas para os dias 5 e 19. Não há, no entanto, obrigações de que o caso seja levado em uma delas.

A Equatorial comprou uma fatia da Copasa por meio de uma subsidiária, a Gerais Saneamento. Em junho, a holding projetou que o aval do Cade seria dado até agosto.

Agora, contudo, o grupo adota cautela. A O Fator, a Equatorial afirmou que tem acompanhado o andamento do processo, mas que não cabe a ela “antecipar expectativas sobre a conclusão da análise ou comentar procedimentos em curso”.

O que está em jogo?


Inicialmente, o Cade aprovou a entrada da Equatorial na Copasa por meio do rito sumário, que permite a análise célere de negociações. Posteriormente, o Sindágua-MG apresentou recurso defendendo a adoção do rito ordinário, que exige debate no Tribunal Administrativo.

Uma das alegações é que a aquisição da Copasa tem relação com outras movimentações no setor de saneamento. O sindicato citou, por exemplo, a participação da Equatorial na paulista Sabesp.

A Equaotorial, no entanto, contesta os argumentos e diz que, mesmo se empresa paulista fosse levada em conta no pedido encaminhado ao órgão regulador, não haveria motivos para o surgimento de dúvidas sobre preocupações concorrenciais.

Formado em jornalismo pela PUC Minas, Pedro Lovisi trabalhou nas redações do jornal Estado de Minas e da Rádio Itatiaia. Nos últimos cinco anos, foi repórter da Folha de S.Paulo, onde se destacou pela cobertura econômica de setores ligados à transição energética, principalmente energia e mineração. Também é mestre em Governança Global e Formulação de Políticas Internacionais pela PUC SP, onde estudou instrumentos orçamentários para cidades mineradoras de Minas Gerais.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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