Prestes a ser nomeado ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ainda é cotado para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).
Pelo que O Fator apurou, a ida de Pacheco ao TCU foi alinhavada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), como uma espécie de período transitório até uma nova articulação por uma ida ao STF.
Segundo uma fonte com conhecimento das articulações em Brasília, a indicação do mineiro viria após um pedido de aposentadoria antecipada de um dos ministros da Suprema Corte.
De acordo com o jornalista Caio Junqueira, da CNN, o governador do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, também vem ganhando força junto ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para uma possível indicação à Suprema Corte ainda antes das eleições de outubro.
Nessa terça-feira (1º), o nome de Pacheco foi aprovado por 63 dos 81 senadores para a Corte de Contas. Na quarta-feira (2), o senador teve sua indicação aprovada por 404 dos 513 deputados federais.
As tratativas no entorno de Alcolumbre e Pacheco ocorrem sob uma conjuntura em que o STF está no epicentro de um conjunto de denúncias e pedidos de impeachment, relacionados à proximidade de ministros com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.