A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou um ofício ao Cruzeiro e à Federação Mineira de Futebol (FMF) nesta sexta-feira (21), comentando o decreto publicado pelo governo de Minas Gerais que proíbe a publicidade de sites de apostas em espaços públicos do estado, incluindo o Mineirão.
No documento, ao qual O Fator teve acesso, a CBF diz ser a legítima titular dos direitos de exploração comercial da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro, competições que o Cruzeiro disputa.
“Os clubes participantes obrigam-se a cumprir integralmente os regulamentos, manuais e demais normas das competições, inclusive as de proteção às propriedades comerciais da CBF e de seus parceiros — obrigações que não poderão ser observadas pelo Cruzeiro caso mantenha suas partidas no Mineirão sob a vigência do decreto”, afirma a entidade.
“A origem estatal da restrição não afasta a responsabilidade do clube mandante de assegurar praça apta ao cumprimento dessas obrigações, tampouco transfere à CBF ou aos demais participantes o ônus de seus efeitos”, continua.
Ao final, a CBF afirma que “permanece à disposição para os esclarecimentos necessários, renovando seus protestos de estima e consideração.”
O documento é assinado pelo diretor de competições da CBF, Julio Avellar, e enviado nominalmente ao diretor-presidente do Cruzeiro, Pedro Lourenço, e ao presidente da FMF, Castellar Modesto Guimarães Neto.
Minas Arena
Procurada pela reportagem, a Minas Arena afirmou que tomou conhecimento do decreto e que “observará a nova regulamentação no que se refere às atribuições, aos espaços e aos ativos sob sua responsabilidade no complexo do estádio.”
“A concessionária seguirá acompanhando os desdobramentos da regulamentação e mantendo os alinhamentos necessários com os demais agentes envolvidos na realização das partidas de futebol no Mineirão”, disse em nota.