A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende ampliar a participação de influenciadores digitais na comunicação do 2° turno e já articula, em Minas Gerais, um encontro com criadores de conteúdo para discutir a divulgação das principais ações do governo federal.
A movimentação faz parte de uma estratégia apresentada a parlamentares eleitos e aliados durante uma série de reuniões realizadas entre esta segunda-feira (5) e esta quarta-feira (7), em Brasília (DF).
O próximo domingo (11) será tratado como um dia de mobilização, com carreatas, panfletagens e ações nas redes sociais. A data também marca o início da propaganda eleitoral gratuita do segundo turno no rádio e na televisão, conforme o calendário eleitoral.
Em Minas, apurou O Fator, a ideia é organizar, na semana que vem, um fórum com influenciadores digitais. O encontro, ainda sem data definida, deverá ocorrer em Belo Horizonte e terá como eixo a divulgação dos principais programas do governo federal, com uma linguagem voltada principalmente aos jovens e aos usuários de redes sociais.
A atuação dos influenciadores integra uma lista de 16 argumentos e encaminhamentos apresentada a aliados da campanha. Os temas vão da aproximação com o eleitorado de centro ao protagonismo de jovens na campanha, passando por programas sociais, segurança pública, STF e a relação entre Flávio Bolsonaro (PL) e Jair Bolsonaro (PL).
Demandas e encaminhamentos
As orientações foram apresentadas durante encontros com parlamentares eleitos e aliados. A avaliação dentro da campanha é de que a comunicação digital precisa ganhar mais espaço na reta final do segundo turno, especialmente na tentativa de alcançar eleitores que não acompanharam a campanha pelos meios tradicionais.
A delegação mineira presente nas reuniões teve nomes como a senadora eleita Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (Psol), que ficou em quarto lugar na disputa. Os deputados federais eleitos Pedro Rousseff, Ana Elisa e Bela Gonçalves, todos do PT, também foram acionados.
Os 16 pontos
Entre os argumentos que deverão orientar a atuação de aliados nas redes estão a necessidade de ampliar o diálogo com o eleitorado de centro, a participação de jovens nos palanques e a aproximação de influenciadores com a campanha.
Também aparecem temas como Farmácia Popular e programas sociais, a relação de Flávio Bolsonaro com Jair Bolsonaro, Daniel Vorcaro e Banco Master, segurança pública, STF e a participação de militares em um eventual governo de Flávio.
A lista inclui ainda uma orientação específica para eleitores que não se identificam com o PT. A ideia é sustentar que o voto em Lula no 2° turno não representa necessariamente uma adesão ao partido ou à sua ideologia.
Fazem parte dos encaminhamentos ainda a redução da distância entre Lula e as redes sociais, com a defesa de que o presidente esteja mais conectado ao ambiente digital, além de uma mudança na dinâmica dos palanques, com maior espaço para jovens lideranças e uma comunicação mais direta.
Todas as agendas realizadas em Brasília foram abertas com falas de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A estratégia deverá ser combinada com a atuação dos influenciadores e dos parlamentares aliados na internet.
