O desempenho de Patrus Ananias (PT) na pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta quarta-feira (23) pegou de surpresa a campanha de Alexandre Kalil (PDT). O levantamento, que aponta o deputado federal isolado na segunda posição da disputa pelo governo de Minas Gerais, esfriou os ânimos no entorno do ex-prefeito de Belo Horizonte, que mira se estabelecer na vice-liderança a fim de garantir uma vaga no 2° turno.
O resultado foi considerado frustrante porque o grupo de Kalil traçou a estratégia de dividir com Patrus os votos da centro-esquerda até o fim do 1° turno. O entendimento é de que o apoio de parte dessa fatia do eleitorado se somaria a outra fração, composta por indecisos e resistentes a votar no PT.
O balde de água fria relacionado à pesquisa não é o único obstáculo enfrentado pela campanha de Kalil recentemente. O Fator apurou que há distância entre o candidato do PDT ao governo de Minas e integrantes das chapas proporcionais do partido. Concorrentes a deputado têm se queixado, por exemplo, da ausência de agendas conjuntas com o ex-prefeito.
Embate público
As recentes pesquisas para o Palácio Tiradentes, a propósito, provocaram um embate público entre as campanhas de Kalil e Patrus. No Instagram, o petista publicou um vídeo em que acusa o pedetista de divulgar levantamentos desatualizados, que mostravam o ex-prefeito na segunda colocação.
Conforme a Atlas, Cleitinho, o líder, possui 39,3%, ante 31,86% de Patrus. Kalil vem na terceira colocação, com 8,3%.