Quinto lugar. Menos de 4% dos votos. Apenas cerca de 390 mil eleitores iludidos, inocentes ou ignorantes tiveram a piedade de votar em Alexandre Kalil, um dos piores prefeitos de Belo Horizonte e, seguramente, o mais danoso presidente que o Clube Atlético Mineiro já teve, para o governo do estado.
Já não se trata mais de mera decadência política, já que também foi escorraçado em 2022 por Romeu Zema, que lhe derrotou impiedosamente no primeiro turno. Trata-se, isso, sim, de um melancólico e merecido fim de jornada. E não pela idade em si, já que tem apenas 70 anos, mas pelo modo de viver.
Kalil não trabalha formalmente há muitos anos. Tem o nome mais sujo que pau de galinheiro por dívidas não pagas. É brigado com uma porção de gente. Não é querido no meio político e é odiado por boa parte dos atleticanos. Segundo dizem, possui hábitos não muito saudáveis no que lhe restou de convívio social.
Poeira e nada mais
Financeiramente, contudo, não pode reclamar. Como nunca pôde, aliás. Se outrora faturava – por meio de suas empresas – e não pagava os credores, apropriando-se indevidamente da diferença, nas eleições passadas, e na atual, recebeu dezenas de milhões de reais. Só do PDT, este ano, levou R$ 14 milhões.
Será que gastou tudo? Se sim, foi dinheiro público jogado fora. Até ontem pela manhã, dia da eleição, berrava que pesquisas não importavam e que iria para o segundo turno. Vai ter que engolir a língua mais uma vez. Pelo menos até 2028, quando deverá emergir do ostracismo e disputar a Prefeitura de BH.
As urnas colocaram Alexandre Kalil de volta ao seu devido tamanho político. Um nanico. Será preciso procurar bastante para encontrá-lo novamente. De minha parte, dispenso o esforço. Tenho o saudável hábito de deixar a poeira dentro de gavetas mofadas. Perdeu, Mané!