Participação na campanha de Flávio é condição do PL para embarque na base do governo Cleitinho

Mais votado para a Assembleia Legislativa, Engler vê aliança como provável, mas diz que postura no plano nacional ditará rumos
Flávio Bolsonaro e Cleitinho
Colega de Cleitinho no Senado, Flávio Bolsonaro tinha o filiado ao Republicanos como plano A para o governo de Minas. Foto: Jonas Rodrigues/Agência Senado

Integrantes do PL ainda não conversaram formalmente com o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), sobre um eventual embarque na base aliada. Embora a composição seja tratada como provável, o papel do futuro chefe do Executivo estadual no 2° turno presidencial ditará os rumos da sigla, que será a dona da maior bancada da Assembleia Legislativa (ALMG), com 21 representantes.

“Se Cleitinho entrar de cabeça na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e for o cabo eleitoral que precisamos e esperamos dele, naturalmente, vai ter a nossa gratidão e a gente fica quase com a obrigação moral de ir para a base”, diz a O Fator o deputado estadual reeleito Bruno Engler.

Líder da atual configuração da bancada liberal e campeão de votos no estado — 675,9 mil —, Engler possui boa relação com Cleitinho e acredita que ele participará ativamente na campanha do filho de Jair Bolsonaro. No entanto, faz uma ponderação:

“Se ele tiver uma postura mais amena e declarar o voto, como fez no 1° turno, mas não se mobilizar, vamos ter de ver se seremos base ou se iremos para o lado da independência”.

Cleitinho é visto pelos liberais como uma figura que comunga parte das ideias defendidas pelo partido. Um dos irmãos dele, Eduardo Azevedo, foi reeleito deputado estadual pela sigla.

O PL chegou a encaminhar o apoio oficial a Cleitinho na corrida ao Palácio Tiradentes, mas precisou recalcular a rota na reta final do prazo para a definição de candidaturas. O vaivém do senador e do Republicanos, que só bateram o martelo sobre a entrada no páreo em 7 de agosto, fez a legenda de Flávio Bolsonaro construir um palanque próprio no estado. 

Foi aí que surgiu a chapa encabeçada pelo empresário Flávio Roscoe. Presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), ele cruzou a linha de chegada com 6,97% dos votos válidos, na terceira posição. Embora tenha terminado atrás de Patrus Ananias (PT), dono da predileção de 26,34% do eleitorado, ficou à frente de Mateus Simões (PSD), Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB).

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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