O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), será o “grande conselheiro” do correligionário Cleitinho Azevedo, eleito governador de Minas Gerais, sobretudo na montagem da equipe. A avaliação é do deputado estadual Carlos Henrique, que renovou o mandato nas urnas e ocupa a secretaria-geral da sigla em solo mineiro.
Segundo o parlamentar, Cleitinho deseja construir um secretariado técnico e não se furtará a ouvir sugestões do futuro homólogo.
“Vamos priorizar os quadros técnicos dentro de Minas Gerais. Não encontrando, podemos buscar alternativas em outros lugares”, diz, em entrevista a O Fator.
Segundo Carlos, o debate para a formação da base aliada ainda não começou, mas o Republicanos tem a disposição de abrir conversas com todos os partidos, independentemente da ideologia.
“Claro que a gente tem de ter coerência com a identidade partidária, mas não haverá tratamento de perseguição ou revanchismo”, pontua.
Como O Fator mostrou mais cedo, o PL, dono da maior bancada da Assembleia Legislativa (ALMG), com 21 dos 77 representantes, considera provável compor com Cleitinho, mas condiciona qualquer aliança ao apoio do governador eleito a Flávio Bolsonaro no 2° turno da corrida presidencial.
De acordo com o deputado estadual, o futuro chefe do Executivo está apto a ouvir indicações partidárias. O aceite às sugestões, contudo, estará associado ao cumprimento de requisitos individuais.
“Ele não vai se furtar a fazer uma composição de governabilidade, desde que os quadros sejam eminentemente técnicos. E que sejam pessoas que, além da tecnicidade, tenham o contexto da anticorrupção, um dos motes da campanha dele”, explica.
Aberto a ideias
A boa relação entre Cleitinho e Tarcísio remonta a anos atrás, mas eles se aproximaram durante a campanha deste ano. No final de setembro, o senador foi a São Paulo (SP) se encontrar com o governador local e ouvir ideias sobre políticas públicas encampadas pelo Palácio dos Bandeirantes que podem ser replicadas em Minas. À ocasião, também gravaram propagandas eleitorais.
Embora a composição do governo não tenha sido um dos temas do encontro, aliados de Cleitinho admitiram à época que a eventual indicação de nomes por parte de Tarcísio seria levada em conta.