Deputado federal mais votado da história do Brasil, Nikolas Ferreira (PL-MG) vai assumir a coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais no 2° turno. A missão não deve se limitar aos comícios e a outros eventos de rua.O PL nacional está de olho em uma estrutura maior, formada pelos deputados estaduais eleitos nesse domingo (4) com o apoio de Nikolas e que, segundo apurou O Fator, já começaram a ser acionados para a reta final da disputa presidencial.
É esse grupo que forma o “dream team” de Nikolas. A estratégia, porém, não nasceu agora. Durante a montagem da chapa para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o congressista escolheu nomes com força eleitoral em diferentes regiões do estado para construir uma bancada com capilaridade territorial. O mapa usado para eleger os deputados agora será reaproveitado na campanha presidencial.
Cada deputado foi escolhido para atuar onde já tem força política e eleitoral e, agora, deverá colocar essa estrutura a serviço de Flávio. Pablo Almeida ficará com a Região Metropolitana de Belo Horizonte, enquanto Pedro Luiz terá atuação especialmente em Contagem e no entorno. Ugleno Alves será o nome dos Vales, com atenção especial ao Vale do Mucuri. Roberta Lopes ficará com a Zona da Mata, Marcelo Heitor com o Sul de Minas e Samuel Caires com o Norte.
Todos foram eleitos neste domingo com apoio político de Nikolas, formando a bancada que, nos bastidores, já é tratada como o grupo “nikolista” na ALMG.
Agora, na coordenação regional da campanha de Flávio, os deputados eleitos têm a missão de organizar agendas, promover os próprios “bloquinhos” e também mobilizar prefeitos e lideranças. Uma fonte do PL, inclusive, afirmou que será “um bom exercício” para os recém-eleitos, em sua maioria vereadores de cidades pequenas.
Cenário
A aposta ganhou peso depois do resultado presidencial no estado. Flávio foi o mais votado em Minas, com 5,77 milhões de votos, 48,24% dos válidos, contra 5,18 milhões de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve 43,32%. A diferença ficou em cerca de 590 mil votos.
A vantagem, porém, não significa uma eleição liquidada. Lula venceu em 452 municípios mineiros, enquanto Flávio levou 401. É justamente nesses espaços que a estrutura regional dos novos deputados poderá ser acionada para buscar votos e consolidar o desempenho do candidato do PL.