O governo de Minas Gerais prevê déficit de R$ 8,869 bilhões para 2027, o primeiro sob Cleitinho Azevedo (Republicanos). A informação consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado pelo Executivo à Assembleia Legislativa (ALMG).
O material foi remetido ao Parlamento na semana passada, mas só estará disponível oficialmente após a leitura em plenário. No entanto, O Fator obteve acesso aos dados.
O rombo de R$ 8,869 bilhões é fruto da relação negativa entre receitas e despesas. O governo prevê a entrada de R$ 144,999 bilhões no caixa, ante R$ 153,868 bilhões em gastos.
O déficit orçamentário projetado no projeto da LOA é cerca de R$ 1,2 bilhão maior que o estimado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), sancionada em agosto e uma espécie de guia para a elaboração da versão final da peça. O aumento é praxe entre uma projeção e outra.
No que diz respeito à comparação com 2026, o prejuízo orçado cresceu aproximadamente R$ 3,6 bilhões, visto que a peça deste ano calcula rombo de R$ 5,22 bilhões.
Para valer, o texto do PLOA precisará ser aprovado pelos deputados estaduais e posteriormente sancionado. Os parlamentares têm a prerrogativa de sugerir mudanças.
Despesas crescem quase R$ 7 bilhões
As despesas previstas pela equipe do governador Mateus Simões (PSD) para o próximo exercício estão R$ 6,898 bilhões acima do montante estimado para 2026.
O incremento guarda relação com a ampliação de despesas constitucionais em áreas como saúde e educação. Também há conexão com a amortização da dívida pública.
Receitas sobem R$ 3,2 bilhões
Nas receitas, a variação foi positiva em R$ 3,248 bilhões — para este ano, a estimativa é de R$ 141,751 bilhões.
Conforme as contas do Palácio Tiradentes, o acréscimo é explicado pelo aumento de R$ 3,229 bilhões na projeção relacionada às receitas tributárias. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é uma das rubricas que deve crescer e, assim, justificar a previsão.