O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), definiu os primeiros nomes que vão atuar na transição administrativa. O grupo, liderado pelo vice-governador eleito Luís Eduardo Falcão (Republicanos), será composto por auxiliares do mandato no Senado Federal, integrantes da equipe de campanha e egressos da Prefeitura de Divinópolis, no Centro-Oeste do estado.
O Fator apurou que o núcleo duro do processo terá a participação do chefe de gabinete de Cleitinho no Congresso Nacional, Rafael Antônio da Silva, e do controlador-geral de Divinópolis, Diogo Andrade Vieira.
Também foi convocado para a equipe Fernando Oliveira, ex-assessor especial do deputado federal eleito e ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo, irmão gêmeo do governador eleito.
Os advogados Gustavo Carneiro Mendes e Raimundo Cândido Neto, que integraram a banca jurídica da coligação na campanha, foram outros que receberam convites.
André Luiz da Silva, integrante da equipe de Cleitinho no Senado, está confirmado no grupo.
Embora o governador eleito já tenha alinhado a primeira ala de auxiliares, novos integrantes devem ser incorporados nos próximos dias. Uma das propostas em análise é pedir sugestões de nomes ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também filiado ao Republicanos.
Reuniões temáticas
O processo de passagem de bastão começou nessa terça-feira (6), ainda de modo interno e sob o comando do atual governador, Mateus Simões (PSD).
O pessedista reuniu o secretariado de Estado para alinhar as diretrizes do encerramento da gestão e a organização da passagem de bastão
A primeira reunião oficial entre as equipes de Simões e Cleitinho está agendada para a próxima quarta-feira (14). O pontapé inicial terá como pauta a área da Saúde. Nas reuniões posteriores , organizadas por eixos temáticos, serão abordados temas como Educação, Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente, Desenvolvimento Social e Planejamento e Gestão.
O Palácio Tiradentes também programou uma agenda específica para tratar do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).
Como O Fator mostrou, a situação fiscal do Estado figura entre os principais desafios da futura gestão. Além do passivo bilionário com a União, que ultrapassa os R$ 188 bilhões, Minas Gerais enfrenta déficits orçamentários sucessivos — com previsão de um rombo de quase R$ 8,9 bilhões para o exercício de 2027, decorrente da relação negativa entre receitas e despesas.