O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), disse a O Fator que deseja ter o irmão gêmeo, o deputado federal eleito Gleidson Azevedo, do mesmo partido, como componente do primeiro escalão de sua administração. Apesar da intenção, afirmou que Gleidson tem sinalizado que não pretende abrir mão do mandato no Congresso Nacional.
“Queria demais meu irmão do meu lado. Meu irmão e (Luís Eduardo, o vice eleito) Falcão já foram prefeitos e têm mais experiência administrativa que eu. Seria bom, pelo menos no primeiro ano, meu irmão estar comigo. É meu braço direito e braço esquerdo”, explicou, nesta quarta-feira (4).
Na conversa, Cleitinho negou a possibilidade de correligionários tentarem convencer Gleidson a aceitar um cargo no Executivo estadual. Como a reportagem já mostrou, integrantes do Republicanos debatem alternativas para garantir que o presidente estadual do partido, Euclydes Pettersen, siga na Câmara dos Deputados. Primeiro suplente da chapa, Pettersen conseguiria novo mandato se algum dos quatro parlamentares eleitos fosse atuar no governo estadual.
“Pressão zero. Meu irmão, acho, está querendo ficar como deputado federal”, completou.
Eleito prefeito de Divinópolis (Centro-Oeste) em 2020 e reeleito no ano passado, Gleidson renunciou ao mandato para concorrer a deputado federal. Depois, deixou o Novo rumo ao Republicanos a fim de se tornar colega de partido do irmão. Já Falcão, que também passou pelo Novo, era prefeito de Patos de Minas, no Alto Paranaíba. Ele foi outro a renunciar com vistas à eleição deste ano.
No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que parentes de até terceiro grau — entre eles, os irmãos — podem ser nomeados para comandar secretarias municipais e estaduais, bem como ministérios.