Agentes culturais de Minas Gerais ensaiam um movimento para pedir, a interlocutores ligados à equipe do governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos), a separação, em duas secretarias de Estado, das áreas de Cultura e Turismo. Desde 2019, os setores estão juntos em uma única pasta.
O Fator apurou que a ideia tem sido debatida em fóruns oficiais da área cultural. Depois da vitória em 1º turno de Cleitinho, integrantes do Conselho Estadual de Política Cultural (Consec) chegaram a submeter a colegas um questionário sobre as vantagens e desvantagens de uma eventual separação do Turismo.
A reportagem conversou com pessoas a par do debate no âmbito do Consec, que confirmaram a existência do questionário. Uma das fontes, no entanto, ponderou que as perguntas tinham caráter meramente consultivo e sem poder decisório, já que o colegiado serve, sobretudo, para a escuta de demandas de representantes da sociedade civil.
O grupo de transição de Cleitinho tem feito reuniões temáticas com integrantes do governo de Mateus Simões (PSD). A agenda para tratar de Cultura e Turismo está marcada para o dia 12. Segundo interlocutores a par do processo de passagem de bastão, a separação das áreas não foi tratada internamente até aqui.
Demanda antiga
Ainda conforme apurou O Fator, a reivindicação de representantes culturais pela recriação de uma secretaria independente não é propriamente nova. Há o entendimento de que o movimento poderia ampliar o protagonismo da área e, em certa medida, ampliar o potencial de obtenção de recursos.
A união de Cultura e Turismo aconteceu na esteira de uma reforma administrativa aprovada pela Assembleia Legislativa (ALMG) em 2019, logo na largada do governo de Romeu Zema (Novo).
O ex-chefe do Executivo, a propósito, defendia alocar a Cultura na pasta de Educação e remanejar o Turismo para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. No entanto, acabou demovido da intenção após conversar com representantes das áreas e optou por uma fusão.