Cedro suspende parte da produção e anuncia férias coletivas

Mineradora comunicou paralisação da planta em Mariana nesta quinta (5); outras companhias já haviam anunciado medidas do tipo
Complexo da Cedro em Mariana. Foto: Divulgação

A Cedro anunciou, nesta quinta-feira (5), que dará férias coletivas de 15 dias para os funcionários de seu complexo minerário em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, a partir do dia 9 deste mês. As operações em Nova Lima, por outro lado, continuarão ativas.

De acordo com o comunicado da mineradora, a paralisação se dá por um cenário internacional desafiador.

“O aumento dos custos logísticos globais, impulsionado por conflitos geopolíticos, mudanças nos fluxos de comércio e pressões sobre o transporte marítimo, tem afetado a competitividade de empresas exportadoras”, diz.

A operação da Cedro em Mariana tem capacidade de produzir cerca de três milhões de toneladas de minério de ferro por ano, contra quatro milhões em Nova Lima.

Segundo a mineradora, a empresa gera em Mariana cerca de 1 mil empregos diretos e outros 1,5 mil postos indiretos em atividades como transporte de minério e serviços focados na valorização pessoal e profissional, na saúde e na segurança.

Em setembro, a mineradora obteve licença ambiental para elevar a produção no complexo de Mariana para 10 milhões de toneladas por ano. O investimento previsto é de R$ 3,5 bilhões.

Tendência

A Cedro é mais uma das mineradoras de ferro a suspender parte de suas operações em Minas Gerais. Nas últimas semanas, Usiminas, Itaminas e CSN também anunciaram redução na produção devido a condições desfavoráveis de mercado.

Até a gigante Vale anunciou dificuldades nos últimos dias. Na sexta-feira (30), o CEO da empresa, Gustavo Pimenta, afirmou que a empresa estuda reduzir em até 5 milhões de toneladas os volumes de minério de ferro em 2027, considerando produção própria e compra de terceiros.

Formado em jornalismo pela PUC Minas, Pedro Lovisi trabalhou nas redações do jornal Estado de Minas e da Rádio Itatiaia. Nos últimos cinco anos, foi repórter da Folha de S.Paulo, onde se destacou pela cobertura econômica de setores ligados à transição energética, principalmente energia e mineração. Também é mestre em Governança Global e Formulação de Políticas Internacionais pela PUC SP, onde estudou instrumentos orçamentários para cidades mineradoras de Minas Gerais.

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