Jorge Berg

O eco do nove: a astronomia da falta

De noite, olho para o céu e me dá um negócio. Não é ideia, não é palavra. É uma coisa que não veio. Algo que

A poltrona 03: sobre a saudade que viaja

Zé Mendonça tinha barba de Vinicius e a mesma maneira de segurar o copo — três dedos, o polegar largado, os olhos em outro lugar.

A casa que não se vê. O endereço que não vem no mapa

O garçom passou com a bandeja de saladas e eu estava ali com o Luís Arthur, meu filho, num almoço comum de sábado, faz alguns

O verbo de barro — do útero ao pó

O cheiro do pão vinha antes do sol. Minha mãe acendia o forno ainda no escuro, e o resto da casa dormia. Eu me levantava

O sagrado suor da segunda-feira

O despertador toca e a gente já entendeu que aquilo não é só metal e vidro. É um chamado. Mas que voz nos levanta antes

O Cavaleiro que habita em cada um de nós

Um nome é um estandarte que se recebe sem pedir. Vem de outras mãos, de outras urgências, costurado em silêncio por mulheres que negociam com

A paz se aprende no hábito. Nescafé para palestinos e israelenses

Escrevi isto num dia da semana qualquer, já nos últimos meses do ano passado, depois de ler mais uma notícia sobre crianças mortas em Gaza.

A mancha que ficou — onde a vida encrusta e a grandeza se esconde

Era uma cadeira comum. Dessas que a gente compra em loja de móvel. Estofada, pernas de aço, dessas que a gente cobre com plástico ou

O sexto fruto: crônica de uma saudade que virou pilar

Há datas que não estão no calendário. Estão na geologia da alma. São dias que não passam, transformam-se em camadas de pedra e memória, e

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