Jorge Berg

Velho demais para quê?

O telefone da recepção tocou quatro vezes antes de a secretária atender. Do outro lado, uma mulher perguntou se o doutor ainda atendia pelo plano.

Por que não fugimos da gaiola?

O despertador toca às seis. O homem que dorme naquele quarto abre os olhos antes de lembrar o próprio nome. O corpo acorda primeiro. A

A nudez do sonho — a revolta de abrir os olhos

Tem uma hora da noite em que o corpo se entrega antes da mente. O abajur já não ilumina nada que importe, o livro escorrega

A etimologia do viver

Toda palavra guarda uma vida inteira. Saint-Exupéry continua de pé: o essencial é invisível aos olhos. Já ouvi essa frase tantas vezes que quase não presto mais atenção

A corda solta (do que o tempo não desafinou)

O aparelho de som era um Gradiente 3 em 1, desses que juntavam rádio, toca-discos e gravador em um único móvel. A tampa subia com

A solidão que os dados não abarcam

Li no site do jornal O Globo, na semana passada, aquela matéria extensa. Duzentas e dezoito mil pessoas. Cento e treze países. A manchete já

Fila da Justiça – Um passo de cada vez para a Justiça

Faz uns anos, numa fila de embarque preferencial, a atendente chamou: “Senhor, prioridade sessenta mais”. Vi o homem dar dois passos na direção do fingere

O Império e a renúncia — O peso do ter e a leveza do ser

Há um momento na história humana que merece ser contado como espelho. Alexandre, o Grande, cujo nome ainda ecoa, encontra-se diante de um homem que

O nome que não sei — O peso de assinar o que se sente

Os dedos repousam sobre o teclado e o frio do plástico é um aviso. Escrever no computador tem essa estranheza: a tela branca, o cursor

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