A revolta de prefeitos com a demora da Vale, BHP e Samarco na repactuação de Mariana

Entidade de municípios convocou coletiva para questionar atraso pela repactuação
O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, matou 19 pessoas e gerou um dano ambiental ainda incalculável.
O rompimento da barragem de Fundão matou 19 pessoas e gerou dano ambiental incalculável. Foto: Agência Brasil

Parece ter chegado ao limite a paciência dos prefeitos da região da Bacia do Rio Doce, atingida pelo rompimento da barragem da Samarco e,m 2015, com as empresas BHP, Vale e Samarco. A demora nas negociações pela repactuação da reparação do crime será a pauta central de uma coletiva convocada para esta quarta-feira (21) pela associação que representa os municípios da região.

Em conversa com O FATOR, um dos prefeitos da entidade afirma que o grupo está desanimado porque, “ao que tudo indica”, o acordo pode não sair mais esse ano devido às resistências das empresas em concordarem com os valores exigidos por Minas, Espírito Santo e pela União.

Na avaliação dos prefeitos, a Vale, a BHP e a Samarco têm ludibriado a Justoça brasileira para atrasar o acordo – e com isso ganhar tempo para negociar valores mais baixos e estender ainda mais o processo.

No final do ano passado, houve certo otimismo por parte de interlocutores do Estado no sentido de que a repactuação pudesse ser fechada no início de dezembro, quando o rompimento da barragem completou nove anos. Só que um novo desacordo sobre o valor total a ser pago pelas empresas como indenização jogou tudo pelos ares.

Enquanto a repactuação não sai do papel, os municípios também travam uma batalha na Justiça inglesa pedindo indenização contra a BHP pelos danos gerados pelo rompimento. Atualmente, a ação que tramita em Londres possui mais de 300 mil autores, entre prefeituras, empresas, famílias e entidades. O valor da causa passa dos R$ 230 bilhões.

O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, matou 19 pessoas e gerou um dano ambiental ainda incalculável.

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