O deputado federal Rodrigo de Castro (União Brasil) afirmou “não ter compromisso formado” por um apoio da federação do seu partido com o PP ao governador Mateus Simões (PSD). Ele, inclusive, admitiu conversas em andamento, também, com outros pré-candidatos ao Palácio Tiradentes. Também disse que um encontro com o atual dono da cadeira está na agenda das próximas semanas.
“Não temos compromisso formado para governo do estado. Nós temos conversado. Vou ter um encontro em breve com o governador Mateus Simões, mas tenho conversado com outros pré-candidatos, exercendo esse bom diálogo. Mas, ainda não definimos, até porque esse quadro ainda não está definido. Na hora que o quadro estiver definido, nós decidiremos. Com certeza, seremos um peso muito grande pela importância da federação e pelo tempo que a gente agrega de televisão e rádio”, disse ao Portal Regionalzão, especializado na cobertura jornalística no Triângulo Mineiro.
Como mostrou o Fator no último dia 20, uma ala do União Brasil crê que o cenário nacional vai influenciar nos rumos da federação em Minas Gerais. O entendimento é de que, no plano nacional, há mais inclinação para o apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Assim, caso o ex-governador Romeu Zema (Nova) mantenha a candidatura, Flávio não encontraria palanque em Minas por meio de Simões, o que afastaria a federação de uma caminhada ao lado do atual governador.
Outra ala do União Brasil atribui menos peso à conjuntura nacional na decisão a ser tomada. O que influencia na equação dessas fontes é a possibilidade de ocupar o cargo de vice-governador na chapa do senador Cleitinho Azevedo, a partir de uma composição com o Republicanos.
Além de Cleitinho, o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB) é bastante comentado nos corredores do União. Apesar de uma composição ser tratada como difícil, parte do partido é bastante próxima ao ex-presidente do Congresso e poderia apoiá-lo informalmente, mesmo sem um acordo oficial entre as partes.
A dificuldade de uma composição com Pacheco também passa pelo cenário nacional. Caso o senador seja candidato — ele ainda não confirma oficialmente — os bastidores apontam para uma campanha ao lado do presidente Lula (PT), o que afastaria Progressistas e União Brasil de qualquer possibilidade de acordo oficial.
