Coligação enxuta dá liberdade a Cleitinho para compor base e governo, avalia deputado do Republicanos

Novo chefe do Executivo disputou eleição por coalizão com apenas dois partidos; negociações por alianças ainda não começaram
O governador eleito de Minas, Cleitinho
Governo Simões inicia nesta terça-feira (6) a transição para Cleitinho. Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O fato de o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, ter sido eleito governador de Minas Gerais sem uma ampla costura partidária dá mais liberdade a ele para formar o rol de auxiliares e a base aliada. A análise é do deputado estadual Carlos Henrique, correligionário do congressista e um dos articuladores da reviravolta que fez a direção nacional da sigla permitir uma candidatura própria em solo mineiro.

“Vamos dialogar com todos os partidos da Assembleia. Cleitinho foi eleito sem composição partidária. Hoje, ele está muito à vontade, porque não fez compromisso com nenhum partido sobre composição de cargos. Mas a gente entende que ele precisa governar com parcerias”, explica, em entrevista a O Fator.

A aliança encabeçada por Cleitinho teve, além do Republicanos, o Podemos. Carlos, como mostrou a reportagem nessa segunda-feira (5), afirma que o correligionário está disposto a ouvir indicações de partidos para o preenchimento dos postos no governo, desde que as sugestões tenham pertinência técnica. 

Dono da maior bancada da futura composição da Assembleia Legislativa (ALMG), com 21 representantes, o PL é uma das siglas com quem o Republicanos deseja abrir conversas. Os liberais, liderados por Bruno Engler, veem uma aliança com Cleitinho como caminho factível, mas condicionam qualquer acerto à postura do governador eleito no 2° turno presidencial.

Caso haja embarque efetivo na campanha de Flávio Bolsonaro, pontua Engler, a entrada na base se tornará o caminho natural. Se a opção de Cleitinho for por uma participação mais tímida no pleito nacional, o PL passará a avaliar opções como a independência em relação ao Palácio Tiradentes.

Montagem de governo e transição em vias paralelas

De acordo com Carlos Henrique, que ocupa a Secretaria-Geral do Republicanos em Minas, a montagem do primeiro escalão acontecerá paralelamente à transição de governo. O processo de passagem de bastão, sustenta, servirá para que a nova equipe possua “um real diagnóstico da situação do estado”.

A gestão de Mateus Simões (PSD), a propósito, pretende transmitir as reuniões oficiais de transição. O processo começará nesta terça-feira (6), ainda de modo interno, por meio de uma reunião de secretários de Estado. Esse encontro já será exibido pela Rede Minas.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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