Dono de nove das 77 cadeiras da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no ciclo que começará em fevereiro do ano que vem, o PSD viveu, ao longo da apuração do 1° turno, uma batalha entre dois candidatos à reeleição pela última vaga da sigla. O embate foi solucionado por uma diferença de apenas 200 votos.
Foi nos instantes derradeiros desse domingo (4) que Bosco acabou ultrapassado por Tito Torres. O primeiro terminou a apuração com 72.056 votos; o segundo, com 72.256. A disputa teve dose extra de emoção, já que só foi resolvida na reta final da totalização das urnas.
A ultrapassagem de Tito brecou o quinto mandato de Bosco. O vencedor, por sua vez, seguirá para a quarta participação em uma legislatura.
Bosco foi um dos quatro mandatários do PSD mineiro que não conseguiram se reeleger. Também sofreram revezes Doutor Wilson Batista, Leandro Genaro e Rafael Martins.
Em queda
A nova configuração da ALMG impôs aos pessedistas uma retração de quase 36% no número de representantes. Atualmente, a bancada da sigla conta com 14 componentes.
Além das derrotas de Batista, Genaro e Martins, há o caso de Cássio Soares, que concorreu a deputado federal. Apesar de ter rompido a marca dos 100 mil votos, ele ficou como suplente por causa do quociente eleitoral, que de última hora levou mais um assento à chapa do Republicanos.