O PT de Minas Gerais ainda não crava que será oposição ao governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos). A ordem é centrar esforços no 2° turno da disputa presidencial e reverter a desvantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que perdeu a primeira etapa da disputa para Flávio Bolsonaro (PL) — no estado, o senador do Rio de Janeiro levou a melhor por 48,24% a 43,33%.
“Ainda não é o momento de discutir se seremos oposição ou não ao próximo governo. Nosso foco agora é o 2° turno da eleição presidencial. Vamos trabalhar muito para virar votos, ampliar o diálogo com a sociedade e convencer quem não votou ou votou em branco a estar conosco agora”, diz, a O Fator, a deputada estadual reeleita Leninha, que também é presidente da sigla.
A federação liderada pelo PT conquistou 17 das 77 vagas do plenário da Assembleia. O desempenho foi puxado justamente pelos petistas, que elegeram 15 nomes. Os verdes conseguiram os outros dois assentos.
De acordo com Leninha, a relação do partido com o próximo Executivo estadual dependerá dos projetos a serem apresentados por Cleitinho.
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“Temos princípios muito claros. Se houver propostas de redução do papel do Estado, retirada de direitos, enfraquecimento das políticas públicas que atendam a quem mais precisa ou retrocessos na área ambiental, estaremos do outro lado”, projeta.
Mais votada critica ‘agenda genérica’
Embora também diga que qualquer decisão do PT e dos demais partidos da esquerda sobre a posição em relação a Cleitinho será tomada de forma colegiada, a deputada estadual Beatriz Cerqueira pondera que, individualmente, tem pensamentos distintos do que prega o governador eleito.
Segunda colocada na relação geral dos eleitos para a ALMG e mais votada entre todos os postulantes à esquerda, Beatriz, que angariou o apoio de 328,4 mil eleitores, avalia que o senador do Republicanos apresentou uma “agenda genérica” ao longo da campanha.
“Se você ler o programa de governo dele, é muito genérico para não aprofundar. A sociedade votou elegendo governador em 1° turno sem o aprofundamento do plano de governo para os próximos quatro anos”, opina.
“Não estamos do lado da extrema direita ou dessa não política, a forma que ele prega e que tem se destacado no mundo — poucas coisas no mundo são tão autoritárias como essa não política”, completa.