Como aliados de Ciro interpretaram convite de Aécio para a disputa ao Planalto

Um dos fundadores do PSDB, o ex-governador do Ceará disputou a presidência duas vezes pelo antigo PPS e duas pelo PDT
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Caciques tucanos encontraram-se nessa terça-feira (14) em Brasília (DF) para discutir papel do partido na corrida presidencial. Foto: PSDB na Câmara

Convidado oficialmente nessa terça-feira (14) pelo presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, para disputar a Presidência da República pela quinta vez, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB-CE) deve recusar o convite e se manter na corrida pelo governo do Ceará. Essa é a avaliação de aliados de Ciro ouvidos por O Fator.

Segundo essas fontes, o encontro em Brasília (DF) foi um movimento calculado que, ao menos a curto prazo, poderá beneficiar o ex-ministro da Fazenda de Itamar Franco e o dirigente tucano.

De um lado, Aécio buscou sinalizar que o PSDB não está “jogando parado” na pré-campanha ao Palácio do Planalto, apresentando, ainda que incipientemente, um nome com discurso contrário à polarização entre o petismo e o bolsonarismo.

Ao mesmo tempo, o entendimento é de que o destaque nacional a Ciro pode dar fôlego à pré-candidatura dele ao Palácio da Abolição. O ex-governador aparece em primeiro lugar em pesquisas recentes, o que pode obrigar o PT a oficializar a candidatura do ex-ministro da Educação Camilo Santana, brecando a tentativa de reeleição do também petista Elmano de Freitas.

Para ser candidato a presidente em 2026, Ciro teria que remodelar não apenas seus planos iniciais para o pleito deste ano, mas também a narrativa que guiou as quatro campanhas anteriores ao Palácio do Planalto.

Como mostrou O Fator, correntes tucanas rejeitam a fala recorrente de Ciro sobre o PSDB ter “quebrado o Brasil três vezes”, em referência aos acordos celebrados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em 1998, 2001 e 2002.

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